O presidente sírio nomeou uma atriz Rouzaina Lazkani, de 36 anos, para ocupar um lugar no novo parlamento de transição do país, que disse estar grata pela c...
O presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, nomeou uma atriz de televisão árabe para ocupar um lugar no novo parlamento de transição do país.
A atriz chama-se Rouzaina Lazkani, de 36 anos e foi uma das 70 nomeadas por Ahmad al-Sharaa para a Assembleia Popular, que possui 210 assentos, de acordo com a agência de notícias SANA.
Rouzaina Lazkani é uma atriz conhecida da série Al-Hayba, que está disponível na plataforma de streaming Netflix.
Sobre a nomeação, disse estar grata pela oportunidade de participar no novo governo do país após a queda de Bashar al-Assad, em 2024.
"O melhor presente que um ser humano pode receber é a confiança e fui honrada por sua excelência, o Presidente da República Árabe da Síria, que me concedeu essa confiança. Não será passageira na minha jornada e humilde experiência", escreveu na rede social Instagram.
E acrescentou: "Prometo a todos que assumirei esta tarefa com a máxima seriedade e responsabilidade ao serviços dos meus compatriotas, na esperança que possamos construir uma nova Síria".
Uma publicação partilhada por Rouzaina Lazkani (@rouzainalazkani_)
De acordo com a imprensa local, a nomeação de Lazkani é fora do normal, uma vez que a atriz não tem qualquer experiência governamental. No entanto, no seu perfil de Instagram, a atriz costuma partilhar coisas assuntos sobre política, intercalando com publicações relacionadas com o seu trabalho.
Segundo os autoridades, os outros nomeados incluem familiares de vítimas da guerra civil, ex-prisioneiros e sobreviventes de ataques químicos durante o regime de Assad.
Citado pela agência de notícia SANA, o presidente do Comité Superior para as Eleições da Assembleia Popular, Mohammad Taha al-Ahmad, explicou que as nomeações do presidente sírio têm como objetivo atrair representantes de todos os locais da Síria e garantir que o parlamento tem uma junção de conhecimento especializado e experiência profissional.
O comité apontou que das 70 nomeações, 15 são mulheres, sendo um número superior aquele que foi escolhido pelo colégio eleitoral da Síria para ocupar assentos parlamentares. Desta forma, a Assembleia Popular terá 21 mulheres no novo parlamento.
No entanto, organizações de direitos humanos sírias realçam que a composição do parlamento está ainda muito aquém da representação necessária para as mulheres do país, assim como para grupos minoritários.
Al-Sharaa, recorde-se, já liderou a Al-Qaeda na Síria. O seu grupo separou-se da organização terrorista há cerca de uma década e, posteriormente, entrou em confronto com o Estado Islâmico.
Fundado pelo pai Hafez al-Assad em 1977, o regime de Bashar Al-Assad, que se exilou na Rússia, caiu na sequência de uma ofensiva de extremistas e rebeldes liderados pela coligação Hayat Tahrir al-Sham.
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