O Congresso Nacional instalou hoje a comissão mista que vai analisar a medida provisória que zerou a chamada taxa das blusinhas (MP 1.357/2026). Ela caduca no dia 8, se não for votada na Cãmara e no Senado. A sessão durou menos de 30 minutos.O que acon

Siga UOL Economia noOuvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O Congresso Nacional instalou hoje a comissão mista que vai analisar a medida provisória que zerou a chamada taxa das blusinhas (MP 1.357/2026). Ela caduca no dia 8, se não for votada na Câmara e no Senado. A sessão durou menos de 30 minutos.

Comissão antecipou reunião para acelerar análise da medida. Inicialmente, a reunião estava prevista para 1º de setembro, durante o esforço concentrado no Congresso. A comissão elegeu hoje o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) como presidente, e a senadora Leila Barros (PDT-DF) como relatora. Já havia acordo pelas duas indicações.

Avanço de proposta ocorre após acordo. Na quarta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), almoçaram com o presidente Lula (PT) e se comprometeram a aprovar a MP para virar lei.

Deputado falou em "caminhada curta". O governo prevê uma aprovação já na semana que vem.

Trabalhos acelerados e intensificados. Segundo a relatora, serão analisadas as 112 emendas apresentadas pelos parlamentares. Ela também disse que vai se reunir com o governo e representantes da indústria.

Presidente da Comissão convocou próxima reunião. Segundo Lopes, o relatório já deve ser examinado e votado na segunda-feira (31), às 16h.

MP precisa ser aprovada antes de vencimento. A matéria entrou em regime de urgência em junho e precisa ser aprovada até 8 de setembro para ser convertida em lei. Se não for aprovada, a medida perde a validade, e a taxa volta a vigorar.

Taxa das blusinhas foi criada em 2024 pelo governo, com aval do Congresso. Depois, foi suspensa pela MP em maio deste ano. O imposto trata da cobrança pela importação federal de 20% sobre remessas postais internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 260 na cotação atual).

Nós vamos deixar para trás um sistema historicamente regressivo. Um sistema extremamente injusto. Um sistema que fez a opção histórica de cobrar imposto de forma escondida, por dentro, sem nenhuma transparência da sociedade brasileira. Um sistema que, por anos, a sociedade brasileira resolveu cobrar imposto dos que menos ganham.Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da comissão

Já adiantando a vocês que sou absolutamente a favor do texto inicial que foi apresentado. Mas não deixaremos de conversar com todos. É isso que eu quero deixar muito claro, que é uma característica minha, de conversar com todos, ouvir a todos, mas o texto inicial que já foi apresentado para nós já nos agrada.Leila Barros (PDT-DF), relatora da MP

Líder do PT disse que vai elogiar Alcolumbre após críticas reiteradas ao chefe do Congresso. Pedro Uczai (PT-SC), recuperado após um AVC, afirmou que "na semana que vem, além de eu elogiar o presidente Lula, eu vou chamar o Davi Alcolumbre, presidente do Senado, de amigo dos trabalhadores da juventude e das mulheres brasileiras". Em julho, ele havia chamado o presidente do Senado de "inimigo dos trabalhadores" por não movimentar a tramitação da PEC do fim da escala 6x1.

À época, Alcolumbre reagiu em nota, dizendo não admitir pressão. "A definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da presidência e não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais", afirmou. "Esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado", disse, em comunicado.

Lula já gravou vídeos pressionando os chefes a levarem adiante a votação. O petista considera importante para sua campanha à reeleição que essa medida passe antes do primeiro turno.

Oposição tenta travar discussões para evitar ganho eleitoral de Lula. Parlamentares da oposição podem tentar obstruir as votações, mas precisam de maioria para que a estratégia tenha sucesso, o que não deve acontecer porque a MP é popular.

A MP 1.357/2026 foi assinada por Lula em maio. Também reduz a 30% a cobrança para remessas de até US$ 3.000.

Desde a criação, taxa tem divergências de opiniões. Por um lado, varejo nacional se queixa de desvantagem de vendas com mercado e produtos internacionais, enquanto consumidores favorecem a aquisição de produtos com preços mais em conta.

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