Celebre o Dia Nacional do Teatro descobrindo histórias incríveis que ganharam as telonas

Para celebrar a data, selecionamos cinco produções nacionais que levaram peças de teatro para o cinema. Tem drama, romance, comédia e personagens que conquistaram o público, dos clássicos que atravessaram décadas aos sucessos mais recentes. Prepare a pipoca e confira!

Baseado na peça escrita por Dias Gomes em 1959, “O Pagador de Promessas” ganhou as telas em 1962, com direção e adaptação de Anselmo Duarte. A história acompanha Zé do Burro, interpretado por Leonardo Villar, que faz uma promessa depois que seu animal é atingido por um raio. Caso o burro se recupere, ele decide dividir suas terras com os mais pobres e carregar uma cruz até a Igreja de Santa Bárbara, em Salvador, para entregá-la ao padre. Ao tentar cumprir a promessa, porém, Zé se depara com a resistência da Igreja e precisa enfrentar uma série de obstáculos.

O filme estreou mundialmente no Festival de Cannes de 1962, onde conquistou a Palma de Ouro, o prêmio máximo do festival. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema de Cartagena, na Colômbia, e o Prêmio Golden Gate de Melhor Filme e Trilha Sonora, para Gabriel Migliori, no San Francisco International Film Festival. A produção ainda fez história no Oscar: foi o primeiro filme brasileiro e sul-americano indicado na categoria de Melhor Filme Internacional.

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É um drama de 1981 dirigido e escrito por Leon Hirszman, baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri. O próprio Guarnieri participou do roteiro e do elenco, ao lado de Fernanda Montenegro. A história começa quando uma greve mobiliza os trabalhadores de uma empresa. Em meio ao movimento, um operário descobre que sua namorada está grávida e decide se casar. Com medo de perder o emprego, ele resolve furar a greve, que é liderada por seu pai, dando início a um conflito familiar que se estende para as assembleias e os piquetes.

A produção foi reconhecida internacionalmente por sua força dramática. No 38º Festival Internacional de Cinema de Veneza, recebeu o Grande Prêmio Especial do Júri. O filme também conquistou o Prêmio FIPRESCI, concedido pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica, entre outros reconhecimentos.

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As aventuras de João Grilo e Chicó ganharam as telonas em 1999, em uma adaptação dirigida por Guel Arraes. O filme é baseado na peça “Auto da Compadecida“, escrita por Ariano Suassuna em 1955, e também reúne elementos de outras obras do autor, como O Santo e a Porca e Torturas de um Coração. Na história, João Grilo (Matheus Nachtergaele) é um sertanejo pobre e cheio de artimanhas, enquanto Chicó (Selton Mello) é conhecido por sua enorme covardia. Juntos, eles enfrentam as dificuldades do cotidiano e se envolvem em uma sequência de confusões no pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba.

A produção também colecionou reconhecimentos. No Grande Prêmio Cinema Brasil 2001, venceu quatro prêmios. O filme ainda levou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Viña del Mar e o prêmio do júri popular no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.

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Dirigida por Guel Arraes, “Lisbela e o Prisioneiro” é uma comédia romântica baseada na peça teatral homônima de Osman Lins. A história se passa no agreste pernambucano do século 20 e acompanha Lisbela (Débora Falabella), uma jovem sonhadora que adora ir ao cinema e se encanta com os galãs de Hollywood. Noiva de Douglas (Bruno Garcia), ela leva uma vida tranquila até a chegada de Leléu (Selton Mello), um conquistador e aventureiro que mexe com seus sentimentos. Os dois se apaixonam, mas o romance ganha novos contornos quando Leléu precisa fugir do matador Frederico Evandro (Marco Nanini), que quer se vingar após seu envolvimento com Inaura (Virginia Cavendish), sua mulher.

O filme também foi reconhecido por seu elenco e sua trilha sonora. No Grande Prêmio Cinema Brasil 2004, venceu duas categorias: Melhor Ator, para Selton Mello, e Melhor Trilha Sonora, para André Moraes. Entre romance, humor, perseguições e reviravoltas, a produção ganhou um charme especial com a música “Você não me ensinou a te esquecer”, de Caetano Veloso, que marca uma das cenas mais lembradas do filme.

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Escrita e protagonizada pelo saudoso Paulo Gustavo, “Minha Mãe é uma Peça” fez primeiro sucesso nos palcos, em 2026, antes de chegar ao cinema em 2013. Na história, Dona Hermínia (Paulo Gustavo) é uma mulher divorciada e extremamente dedicada aos filhos, Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo). Apesar de eles já estarem crescidos, ela continua de olho em cada passo dos dois. Até que, ao descobrir que os filhos a consideram uma pessoa chata, decide sair de casa sem avisar ninguém. Preocupados, eles tentam entender o que aconteceu, enquanto a mãe vai visitar a querida tia Zélia (Sueli Franco) para desabafar sobre as tristezas do presente e relembrar os bons momentos do passado.

Nas telonas, a personagem conquistou o público e bateu recordes históricos de bilheteria no Brasil. A produção também recebeu indicações e prêmios em votações populares, incluindo reconhecimentos no Prêmio APCA e no Prêmio Quem.

O sucesso do primeiro filme rendeu ainda duas continuações: Minha Mãe é uma Peça 2, lançado em 2016, e Minha Mãe é uma Peça 3, que chegou aos cinemas em 2019. Assim, Dona Hermínia ganhou novas histórias e continuou divertindo o público.

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