Conhecida pelo 'cheiro de cemitério', flor ganha versão sem perfume forte e vira opção par Tradicionalmente associada a cemitérios e cerimônias fúnebres, uma flor está ganhando espaço em um cenário bem diferente: a decoração de casamentos, festas de 15 anos, …
Por Bianca Garutti, g1 Campinas e Região
12/09/2026 02h00 Atualizado 12/09/2026
O crisântemo ganhou espaço na decoração de casamentos após passar por um melhoramento genético que suavizou seu perfume característico. A novidade foi apresentada em Santo Antônio de Posse (SP).
Atualmente, a variedade com aroma sutil representa 80% da produção de uma empresa paulista. O volume semanal de vasos subiu de 10 mil em 2024 para 36 mil.
A empresária Maritha Domhof explicou que a empresa trabalhou com geneticistas na Holanda. O desenvolvimento de uma nova variedade leva cerca de 5 anos.
A feira também apresentou o projeto "Plante Ar Puro", inspirado em estudos da Nasa. A iniciativa reúne espécies associadas à melhoria do ar em ambientes fechados.
No evento, visitantes testaram a sensação dentro de uma bolha inflável com plantas. Vasos dessas espécies podem ser distribuídos em qualquer ambiente de acordo com o tamanho.
Conhecida pelo 'cheiro de cemitério', flor ganha versão sem perfume forte e vira opção par
Tradicionalmente associada a cemitérios e cerimônias fúnebres, uma flor está ganhando espaço em um cenário bem diferente: a decoração de casamentos, festas de 15 anos, aniversários e bodas.
Para isso, o crisântemo passou por um processo de melhoramento genético que suavizou o perfume característico da espécie, uma mudança que ajudou a aumentar a procura pela variedade comercializada por uma produtora do interior de São Paulo.
A novidade foi apresentada durante a 32ª edição do Veiling Market, principal feira de negócios de flores e plantas ornamentais do Brasil realizada na Cooperativa Veiling Holambra, em Santo Antônio de Posse (SP).
Entre as tendências da feira, também estava o uso de plantas que podem contribuir para a remoção ou retenção de determinados compostos presentes no ar de ambientes internos.
No caso do crisântemo, a mudança no cheiro foi acompanhada por uma transformação no uso da flor. A empresa que produz e comercializa a variedade sem o perfume característico afirma que atualmente cerca de 80% de sua produção é formada por essa opção.
Segundo Ana Carolina Pinotti, da área comercial da empresa, a produção também cresceu com o aumento da demanda. Em 2024, eram produzidos cerca de 10 mil vasos por semana. Atualmente, são 36 mil.
O crescimento, no entanto, é um dado específico da produtora e não significa que as vendas de crisântemos tenham aumentado na mesma proporção em todo o mercado.
Do cemitério para as festas
Com melhoramento genético e odor mais suave, crisântemos deixam de ser usados apenas em cerimônias fúnebres e decora até casamentos — Foto: Karina Saab
A associação do crisântemo com cemitérios é um dos fatores que historicamente dificultaram sua utilização em determinados tipos de decoração. A mudança genética buscou justamente alterar uma característica que contribuía para essa percepção.
Maritha Domhof, sócia-proprietária da Flores Rancho Raízes, explica que a empresa trabalhou com geneticistas para chegar à nova variedade.
“Tinha um grande preconceito e, por isso, foi trabalhado com os geneticistas. Eles alteraram o cruzamento do crisântemo e, com isso, conseguiram alterar esse detalhe", explicou.




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