Funcionário sênior do governo americano afirmou que observa uma "disputa de poder em tempo real" em Teerã
Compartilhar matériaSe o Irã não permitir que navios-tanque transitem livremente pelo Estreito de Ormuz, os dois lados "jamais" avançarão para negociações sobre armas nucleares, afirmou uma autoridade sênior dos EUA nesta sexta-feira (10).
"Se eles nunca conseguirem cumprir a parte mais fácil do compromisso, que é não atirar em navios, então, é claro, nunca chegaremos à negociação nuclear", disse a autoridade sênior dos EUA em uma teleconferência com jornalistas.
"O que se vê, de certa forma, é a disputa de poder dentro do Irã ocorrendo em tempo real. Temos muitas opções caso a linha-dura ganhe força", acrescentou.
A assinatura do memorando de entendimento iniciou um prazo de 60 dias para que o Irã e os EUA negociassem e chegassem a um acordo final. No entanto, as hostilidades na região, que levaram a ataques de retaliação por parte dos EUA, ameaçaram as negociações.
Observando que a decisão agora cabe ao Irã, a autoridade demonstrou um otimismo cauteloso de que as facções mais racionais da liderança iraniana poderiam interromper os ataques a navios, embora tenha reconhecido a incerteza da situação.
"Não podemos tomar as decisões por eles. Eles terão de decidir — refiro-me às pessoas sensatas do sistema deles — se conseguem assumir o controle e parar de atirar em navios. E, se fizerem isso, e mantiverem essa postura por um longo período, isso nos dará certa confiança de que eles poderiam, de fato, cumprir um acordo nuclear", disse a autoridade.
"Continuamos confiantes de que as pessoas racionais do sistema deles conseguirão conter a linha-dura. Nunca se sabe. Não se pode prever o futuro", disse.
Na cúpula da Otan na Turquia, nesta semana, Trump chamou a liderança iraniana de "escória" e "loucos".
O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã chegou ao fim, afirmou nesta sexta-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto mediadores trabalham para tentar levar os dois lados de volta à mesa de negociações.
A declaração ocorre após uma série de ataques nos últimos dias, depois que Teerã atingiu várias embarcações no Estreito de Ormuz, onde o tráfego continua reduzido e permanecem dúvidas sobre detalhes importantes do memorando de entendimento firmado por ambos os lados no mês passado.
Veja o que sabemos até o momento:
A reportagem desta publicação contou com a contribuição dos jornalistas da CNN Tal Shalev, Mostafa Salem, Alejandra Jaramillo, Aida Karimi, Anna Chernova, Allegra Goodwin, Katie Polglase e Lauren Kent.




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