Queda da demanda de energia durante a partida deve levar a corte de produção de energia solar e eólica para evitar apagão

Parar o astro Erling Haaland pode ser o maior obstáculo da seleção brasileira no jogo contra a Noruega, neste domingo (5). Fora de campo, no entanto, o desafio do Brasil é outro: o excesso de energia renovável. 

Isso porque o país produz mais energia solar e eólica do que sua rede elétrica pode suportar. Em feriados e grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, milhões de pessoas mudam seus hábitos de consumo ao mesmo tempo, e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa pedir para que os geradores de renováveis interrompam o envio de energia.

Essa medida é chamada de curtailment, uma redução deliberada que na prática significa desperdício de energia renovável – e desestimula investimentos em novos parques solares e eólicos.

Para o confronto de domingo, a expectativa é um baixo consumo durante a partida seguido por uma retomada logo após o apito final, quando os torcedores voltam para atividades como cozinhar, uso de eletrodomésticos e iluminação das casas. 

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