Planos para uma Copa com 64 seleções serão analisados detalhadamente após o torneio de 2026, diz o presidente da Fifa, Gianni Infantino

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12.jul.2026 às 18h11

Planos para uma Copa do Mundo masculina com 64 seleções deverão ser avaliados em detalhes após o torneio de 2026. O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, diz que o evento precisa ser "para o mundo todo".

A proposta de um torneio expandido foi apresentada no ano passado, e Infantino afirma que o sucesso do torneio expandido com 48 equipes significa que a Fifa deve analisar como uma Copa do Mundo com 64 equipes poderia funcionar.

"Essa é definitivamente uma questão que será examinada e discutida nos comitês competentes após esta Copa do Mundo", disse Infantino à emissora suíça Blue Sport, quando questionado se o torneio poderia ser ampliado para 64 equipes.

"Ao organizar uma Copa do Mundo, é importante organizá-la para o mundo todo –não apenas para a Europa e a América do Sul, mas efetivamente para o mundo inteiro. Todas as nações deveriam ter a oportunidade de sonhar em participar da Copa do Mundo."

"É possível perceber que a qualidade das equipes é extremamente alta e está aumentando cada vez mais em todo o mundo. Se não dermos aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles não terão incentivo para continuar melhorando."

Infantino afirmou que a primeira Copa do Mundo com 48 equipes foi "um enorme sucesso", citando a classificação de nove das dez seleções africanas para as fases eliminatórias.

"Na última Copa do Mundo, havia apenas cinco seleções da África", disse ele. "Isso só demonstra a importância de incluir todas as equipes e dar a elas a oportunidade de participar."

Em 2017, o conselho da Fifa aprovou a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções.

Em abril de 2025, uma proposta oficial para aumentar o número de equipes na Copa do Mundo de 2030 para 64 foi apresentada pela Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano, mas nenhuma decisão foi tomada.

A edição de 2030 será sediada principalmente por Espanha, Portugal e Marrocos, com os três jogos de abertura a serem disputados na Argentina, Uruguai e Paraguai, para celebrar o centenário da competição. O Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo, em 1930.

O presidente da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), Aleksander Ceferin, está entre os que rejeitaram a proposta de 64 equipes, afirmando que é uma "má ideia" tanto para o torneio em si, quanto para o processo de qualificação.

O presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, concordou, afirmando que uma expansão adicional traria "caos".

Victor Montagliani, presidente da Concacaf, entidade que rege o futebol na América do Norte, Central e Caribe, afirmou que a sugestão "não parece correta" e acredita que a expansão prejudicaria "o ecossistema do futebol em geral".

No entanto, Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, disse que os Estados Unidos poderiam considerar candidatar-se para sediar a Copa do Mundo de 2038 e seriam capazes de "lidar com ela" se o número de participantes fosse expandido para 64 equipes.