Desde a Copa de 1958 a média de gols por partida não era superior a três

Jornalista e autor de "Escola Brasileira de Futebol". Cobre sua oitava Copa e cobriu nove finais de Champions

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

21.jun.2026 às 18h15

Edição Impressa Diminuir fonte

A Copa do Mundo em três países é a primeira em 68 anos com média de gols superior a três por partida. Isso não acontecia desde 1958. Naquela edição, na Suécia, foram 3,60. Agora, 3,09.

O índice pode estar sendo impulsionado pelas novas determinações da Fifa, como a contagem dos segundos para cobranças de tiros de meta, laterais e escanteios.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

Arsène Wenger, francês, ex-técnico do Arsenal, hoje diretor do Departamento de Desenvolvimento Global do Futebol da Fifa, tem uma frase de impacto a respeito do que precisa mudar no esporte: "Se um torcedor paga para assistir noventa minutos de jogo, precisa ver noventa minutos de jogo".

A carta de intenções se materializa de modo a ter produzido impressões em analistas internacionais, como Michael Fox, do jornal The New York Times: "No terrible games!", escreveu no The Athletic, braço esportivo do diário de Nova York, dizendo que não há jogos ruins nesta Copa.

Então o futebol está vencendo a guerra.

Sim, nestes primeiros dez dias de Copa, até se falou da antiga bandeira iraniana aberta no estádio de Los Angeles. A seleção do Irã permaneceu em campo, a comemoração dos gols teve protesto pacífico e as conversas foram mais sobre os lances de efeito do que sobre as questões políticas.

Falamos mais de Messi, Mbappé, Vozinha, Gakpo e Vinicius Junior que de Donald Trump. Isso é bom.

O desenvolvimento do jogo traz mudanças embutidas no que dá certo ou errado. Boa parte dos jogos, 17 dos primeiros 36, foi vencida por quem teve mais posse de bola. Só que ter o domínio e empurrar o adversário para trás não garante os três pontos, ou Portugal, recordista, com 73% do tempo de bola no pé, não teria apenas empatado com a República Democrática do Congo, com 27% do tempo com a pelota.