Quarta edição terá representantes das cinco regiões do país; presidente Reinaldo Carneiro Bastos diz que ampliação já é objetivo para 2027
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A Copinha F 2026 terá 20 clubes de 10 estados, com final no Canindé. A competição, que mira 24 equipes em 2027, cresce em visibilidade e estrutura, sendo vitrine para a seleção feminina. A Petrobras amplia seu apoio e a organização foca em melhorias operacionais. Veja os grupos e as novidades.
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A Copinha F chega à quarta edição em 2026 consolidada como uma das principais competições de base do futebol feminino brasileiro e com planos de crescimento para os próximos anos. Com 20 clubes de dez estados, o torneio será disputado entre 24 de novembro e 12 de dezembro, em São Paulo, e terá a final no Canindé. O evento de lançamento e o sorteio foram nesta quinta-feira (24), em São Paulo.
Criada em 2023 com 16 participantes, a competição passou para 20 equipes já na temporada seguinte e manteve esse número desde então. Para 2027, porém, a Federação Paulista de Futebol trabalha com a possibilidade de um novo salto. Em entrevista após o sorteio dos grupos, o presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, revelou que a intenção é chegar a 24 clubes.
“Esse é o nosso sonho. A gente quer chegar no ano que vem com 24 clubes. A gente sonha com isso”, afirmou Reinaldo. “A gente espera resgatar no ano que vem a Rua Javari, o estádio do Juventus, que está em reforma agora e não podemos utilizar. Ter uma sede a mais, 24 clubes. E estamos trabalhando para isso. Ainda fica muita gente de fora”, completou.
A expansão projetada representa mais uma etapa de um crescimento que começou logo depois da estreia. A primeira Copinha F, em 2023, contou com 16 equipes. Em 2024, o número passou para 20, com representantes de dez estados.
A quarta edição mantém 20 participantes e reúne representantes das cinco regiões brasileiras. Tarumã-AM, Ação-MT e Vasco são os estreantes em 2026. Reinaldo afirmou que a definição dos participantes segue critérios técnicos da própria competição. “Tenho certeza que todo mundo que entrou ou que saiu, o critério foi exclusivamente para a Copinha”, disse.
A quarta edição terá 20 clubes de dez estados, com representantes das cinco regiões do Brasil:
São eles: Palmeiras (SP), Corinthians (SP), Ferroviária (SP), São Paulo (SP), Santos (SP), Red Bull Bragantino (SP), Centro Olímpico (SP). Flamengo (RJ), Fluminense (RJ), Botafogo (RJ), Vasco (RJ), Internacional (RS), Grêmio (RS), Atlético-MG (MG), Vitória (BA), Criciúma (SC), Sport (PE), Tarumã (AM), Ação (MT) e Aliança (GO).
A Petrobras tem ampliado de forma significativa sua presença no futebol feminino, com investimentos que passam por diferentes etapas da modalidade, da formação ao alto rendimento. A empresa renovou até o fim de 2027 a parceria com a Federação Paulista de Futebol e passou a dar nome ao Paulistão F e à Copinha F, além de estar presente nas demais competições e ações femininas organizadas pela entidade, incluindo categorias de base.
Fora do calendário da FPF, a empresa também está associada a iniciativas como Brasil Ladies Cup, Taça das Favelas e Caravana de Futebol Feminino Petrobras, além do aporte para infraestrutura de um novo Centro de Treinamento exclusivo para a modalidade, em Araraquara.
O crescimento da Copinha, porém, não é medido apenas pelo número de participantes. Diretora executiva de Futebol Feminino da FPF, Kin Saito destacou que parte do trabalho para a quarta edição está justamente em aspectos menos visíveis da competição, como transporte, alimentação, lavanderia e hospedagem.
“Um dos ângulos que eu projeto como melhoria não tem necessariamente a ver com a parte de dentro de campo. Como a gente elabora todo o planejamento da Copinha, eu fico muito atenta ao que vai se traduzir em mais qualidade operacional”, afirmou Kin.
A dirigente citou como exemplo a adaptação dos serviços às particularidades das atletas. Em uma negociação de lavanderia, explicou, o padrão tradicional de peças precisou ser revisto porque os uniformes femininos também incluem tops esportivos.
“É uma ótima demonstração de como a especificidade de ser futebol feminino faz a gente ter que ir além, seja tratando com fornecedores, seja dialogando com os clubes”, explicou. Para Kin, a lógica é retirar das jogadoras preocupações que possam interferir no desempenho.
“A minha expectativa é de fazer a parte operacional da competição ser brilhante, ser melhor do que a do ano anterior. E justamente a consequência disso, eu acho que é o brilho dentro de campo das equipes.”
Seis das 28 atletas convocadas por Arthur Elias para os amistosos da Seleção Brasileira principal contra a Argentina em outubro passaram pela Copinha F, número equivalente a pouco mais de 20% da lista. Entre elas estão Jhonson, Priscila e Yanne Lopes.
Kin também relaciona o torneio ao processo de observação das seleções de base. Segundo a dirigente, a posição da Copinha no fim da temporada criou uma janela importante para análise de atletas.
“A Copinha F ganhou esse espaço, não por ser no final do ano, mas por ser necessário existir. E a gente ainda é uma competição que está começando, quatro edições, é um ciclo muito pouco perto do que a gente deseja fazer.”
Ela acrescenta que os efeitos já podem ser identificados nas convocações.




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