As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) foram as que mais diretamente exploraram a crise no Supremo
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) foi o tema principal dos programas dos candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) nesta terça-feira (15). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou-se aos planos para a segurança pública e a educação e também tratou do envolvimento de Flávio no caso do Banco Master.
Lula, que exibiu a mesma propaganda de sábado (12), concentrou boa parte de seu programa na segurança pública e defendeu a aprovação da PEC da Segurança, que amplia a atuação do governo federal no setor. Entre as propostas apresentadas estão a integração da Polícia Federal com forças estaduais e municipais, a transformação de 138 presídios estaduais em unidades de padrão federal e o combate às fontes de financiamento das facções criminosas.
Na educação, Lula prometeu ampliar o Pé-de-Meia para todos os alunos da rede pública a partir de 2027. O programa também atacou Flávio, citando aliados como Rodrigo Bacellar e TH Joias, presos por relação com o Comando Vermelho, e os recursos solicitados pelo senador a Daniel Vorcaro.
Flávio abriu seu programa afirmando que estava “interrompendo a campanha eleitoral” diante da crise no STF. O candidato acusou o governo Lula de provocar um “desequilíbrio institucional” e afirmou que o presidente “dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes”.
Na sequência, apresentou propostas para classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e prometeu trabalhar pela redução dos juros e da dívida pública.
Caiado também usou a crise no Supremo para sustentar que o país atravessa um problema de natureza moral. “Você vê um Supremo se deteriorando”, afirmou. O candidato disse que a corrupção teria retirado R$ 600 bilhões dos cofres públicos apenas em 2025 e associou o problema à falta de “autoridade moral” dos governantes.
Segundo Caiado, o Brasil precisa voltar a acreditar em homens e mulheres com espírito público, que respeitem o dinheiro público e não utilizem seus cargos para enriquecimento ou obtenção de vantagens. “O problema no Brasil hoje é moral”, afirmou.
Em uma inserção mais curta, Augusto Cury (Avante) falou sobre empreendedorismo e disse que pretende ouvir a população durante a campanha. “Eu não vim aqui fazer política e pedir votos. Eu vim aqui para escutar vocês, de todo o coração”, afirmou. Cury defendeu a criação de uma “escola do empreendedor” e de um “banco do empreendedor” em cada comunidade.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário