Exibido no festival SXSW, ‘I Love Boosters’ surgiu como uma das surpresas mais comentadas da edição — e não demorou muito para conquistar o público. Ao final da sessão, a reação foi imediata: aplausos entusiasmados e uma sensação coletiva de que os espectadores haviam acabado de descobrir algo verdadeiramente diferente dentro do universo das comédias [...] A matéria foi vista no Crítica | I Love Boosters – Comédia com Keke Palmer é totalmente fora da caixinha

Exibido no festival SXSW, ‘I Love Boosters’ surgiu como uma das surpresas mais comentadas da edição — e não demorou muito para conquistar o público. Ao final da sessão, a reação foi imediata: aplausos entusiasmados e uma sensação coletiva de que os espectadores haviam acabado de descobrir algo verdadeiramente diferente dentro do universo das comédias policiais.

E é justamente no elenco que o filme encontra um de seus maiores trunfos. Keke Palmer conduz grande parte da narrativa com uma energia contagiante, equilibrando carisma, sarcasmo e um talento cômico afiado. Sua presença em cena é magnética, e ela parece compreender perfeitamente o tom excêntrico da história, navegando entre o absurdo e a ironia com uma naturalidade impressionante.

Já Demi Moore entrega mais uma atuação poderosa, mostrando por que continua sendo uma das presenças mais interessantes de Hollywood. Moore se diverte claramente com o material e transforma sua magnata da moda em uma figura memorável — elegante, imprevisível e com um senso de humor afiado que eleva várias cenas do filme. É o tipo de performance que rouba momentos inteiros com um simples olhar ou uma fala dita no timing perfeito.

O grande elenco ainda conta com atuações impressionantes de Taylour Paige, Poppy Liu, Eiza González, LaKeith Stanfield e Will Poulter.

No fim das contas, ‘I Love Boosters’ é exatamente o tipo de filme que festivais como o SXSW adoram revelar: ousado, excêntrico e com personalidade de sobra. Às vezes sobra até demais, já que o terceiro ato pira de vez e acaba excedendo um pouco a loucura do filme, mas a mensagem final é tão poderosa que compensa os excessos.

Com um elenco afiado, direção segura e uma estética visual marcante, o longa prova que ainda há espaço para comédias que não têm medo de arriscar.

Se depender da recepção calorosa em Austin, estamos diante de um daqueles filmes que começam como uma descoberta de festival… mas que têm tudo para conquistar um público muito maior quando finalmente chegarem ao circuito comercial.