O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu favorável ontem à Oferta Pública de Aquisição (OPA) da empresa de petróleo Brava pela Ecopetrol, apurou o Pipeline. A decisão, que teve dois votos favoráveis contra um contra, difere do parecer da área técnica da autarquia. Em 7 de julho, a colombiana Ecopetrol entrou com recurso no colegiado para recorrer da decisão da área técnica da CVM, que tinha suspendido a operação após determinar ajustes no edita
O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu voto favorável ontem à Oferta Pública de Aquisição (OPA) da empresa de petróleo Brava pela Ecopetrol, apurou o Pipeline. A decisão, que teve dois votos favoráveis contra um contra, difere do parecer da área técnica da autarquia.
Em 7 de julho, a colombiana Ecopetrol entrou com recurso no colegiado para recorrer da decisão da área técnica da CVM, que tinha suspendido a operação após determinar ajustes no edital da operação.
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A oferta de aquisição da Brava estava suspensa, aguardando a decisão da CVM. Os termos oferecidos a um grupo de grandes acionistas diferem dos destinados aos demais minoritários da companhia, como o Pipeline já tinha relatado. Em abril, a colombiana adquiriu 26% do capital da companhia por meio da compra de um bloco a R$ 24 por ação, em acordo privado. Em maio, a Ecopetrol lançou uma OPA voluntária para adquirir cerca de 25% das ações em circulação da Brava a um preço de R$ 23 por papel.
Para a área técnica da CVM, faltou tratamento equitativo entre acionistas. Na visão da Ecopetrol, tratam-se de operações distintas. Além disso, a conclusão da venda no acordo firmado com o bloco de acionistas dependia do sucesso da OPA, que estava marcada para 25 de junho. Caso tenha sucesso com a oferta, a Ecopetrol poderá ter 51% de participação acionária na Brava, com direito a voto.
A decisão do colegiado sobre a Brava animou minoritários em outra operação em análise na CVM. A Latache entrou com pedido de OPA da Oncoclínicas argumentando que a transferência das ações à Centaurus pelo Goldman Sachs representaria mudança no bloco de controle, dado que o fundo era um acionista oculto e seria classificado como novo na sociedade.
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Goldman e Centaurus argumentam que coinvestiram desde o início e apenas individualizaram as posições, sem configurar alteração de proprietários. A decisão é esperada agora subir para o colegiado da CVM. A autarquia já deu parecer contra a OPA em sua área técnica, mas os minoritários esperam que contradição no colegiado sobre serem ou não operações casadas.
Procurada, a Brava não deu retorno e a CVM não confirmou a informação.




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