Da escolha do destino à organização da mala, ferramentas de inteligência artificial já ajudam viajantes a pesquisar, planejar e personalizar suas experiências.

Da mala ao destino: como a inteligência artificial está redesenhando o jeito de viajar - (crédito: Uai Turismo) Se há alguns anos planejar uma viagem significava passar horas pesquisando blogs, comparando hotéis, abrindo dezenas de abas e montando planilhas, hoje parte desse trabalho pode ser feita em poucos minutos com a ajuda da inteligência artificial (IA).

Siga o canal do Correio Braziliense no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular.

Roteiros personalizados, alertas de preços, tradução em tempo real e novas ferramentas para organizar a viagem mostram como a inteligência artificial deixou de ser promessa de futuro e passou a fazer parte da rotina de quem viaja.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

A tecnologia já está presente em diferentes etapas da experiência turística: da escolha do destino à organização da mala, passando pela criação de roteiros, tradução de idiomas e monitoramento de preços. Para o viajante, a principal mudança não está apenas na velocidade, mas na possibilidade de transformar informações genéricas em sugestões mais próximas de seus interesses, orçamento e limitações.

A IA, porém, não elimina a necessidade de pesquisa e bom senso. Informações sobre preços, horários, disponibilidade e funcionamento precisam ser conferidas diretamente com empresas e atrações antes da viagem.

LEIA MAIS: Semana Criativa de Tiradentes: 10 anos celebrando design, arquitetura, artesanato e cultura!

Ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT e o Gemini, podem ajudar a estruturar roteiros a partir de comandos detalhados. Quanto mais informações o viajante fornece, mais específica tende a ser a resposta.

Em vez de simplesmente pedir “um roteiro para Ouro Preto”, por exemplo, o turista pode informar duração da viagem, orçamento, perfil do grupo, interesses e restrições.

Um comando poderia ser:

“Quero um roteiro de três dias para Ouro Preto, em Minas Gerais, focado em patrimônio histórico e cafeterias. Estou viajando em casal, não quero caminhadas muito longas e tenho orçamento de R$ 1.200 para alimentação e passeios. Considere também alternativas para um dia de chuva.”

A partir dessas informações, a ferramenta pode organizar uma sugestão de programação, indicar prioridades e até propor alternativas.

Mas existe uma diferença importante entre criar um roteiro e confirmar uma viagem. A IA pode ajudar a pensar e organizar, mas horários de museus, valores de ingressos, disponibilidade de hotéis, condições das estradas e funcionamento de restaurantes devem ser checados nas fontes oficiais.

É justamente aí que a tecnologia começa a mudar o comportamento do viajante: em vez de substituir completamente a pesquisa, ela funciona como uma primeira camada de organização.

Passagens aéreas e hospedagens já são comercializadas em mercados nos quais os valores podem variar constantemente. Oferta e demanda, antecedência, período da viagem, ocupação e outros fatores influenciam os preços.

Ferramentas de pesquisa e monitoramento utilizam grandes volumes de dados para acompanhar essas oscilações e enviar alertas quando aparece uma tarifa considerada interessante.

Para o consumidor, a vantagem está menos em tentar adivinhar o futuro e mais em monitorar o mercado.

Uma estratégia simples é definir o destino e o período desejado e ativar alertas de preços. Assim, o viajante pode acompanhar as mudanças sem precisar pesquisar manualmente todos os dias.

Ainda assim, é preciso desconfiar de promessas de economia garantida. Nenhum algoritmo consegue assegurar que uma passagem ou diária necessariamente ficará mais barata em determinada data.

Outra frente em que a inteligência artificial já provoca mudanças é a tradução.