"Se mais uma vez ela continuar insistindo na neutralidade, espero que a história cobre o preço e cobre rápido”, disse Dani - Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco A deputada estadual reeleita Dani Portela (PT) afirmou, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta terça-feira (6), que apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma responsabilidade com a históra e questionou a neutralidade da governadora Raquel Lyra (PSD) em relação ao segundo turno.
A parlamentar também disse que o nome da chefe do Executivo pernambucano chegou a ser mencionado ontem numa reunião estratégica da campanha em Brasília, com a presença, inclusive, de Lula, para um possível apoio na disputa.
“Lula se reuniu com lideranças do estado e botou isso (o nome de Raquel) na mesa. Então, acho que agora é hora de baixar o palanque. Não sou a pessoa para fazer essa conversa, acho que tem nomes do PT nacional que já estão tentando, inclusive via partido dela, (porque) é momento de unidade histórica dos nossos tempos. Se mais uma vez ela continuar insistindo na neutralidade, espero que a história cobre o preço e cobre rápido”, disse.
Recados A deputada também mandou recados aos políticos que foram candidatos pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e decidiram declarar voto na governadora Raquel Lyra em detrimento do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), apoiado oficialmente pelas legendas. Dani ressaltou não se tratar de punições, mas de cobrar responsabilidades.
“Há estatuto e legislação. Houve quem fizesse isso (candidatos da federação apoiando Raquel) silenciosamente, o que vai de encontro à legislação eleitoral. Até disfarçou para o lado da esquerda, mas fez isso de maneira silenciosa. Outros fizeram isso de maneira escancarada. Não é hora de caça às bruxas. Não estou defendendo isso. Estou defendendo a maior unidade possível. Agora, é preciso ser cobrado, porque a história vai cobrar dessas pessoas e o resultado das urnas mostrou isso”, afirmou.
Segundo turno A deputada também fez uma análise do que precisaria ser modificado na campanha do presidente Lula no segundo turno, uma vez que na primeira votação o candidato à reeleição ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Para Dani, a principal mudança deve vir na estratégia de comunicação das redes, pois as ruas e a mobilização popular já seriam favoráveis ao mandatário.
“Falar sobre soberania nacional e terras raras é importante, o Brasil não é quintal de ninguém. Mas há pessoas neste momento que estão dentro do ônibus, todo mundo no celular. E aquelas pessoas que estão ali querem saber qual o impacto que a política vai ter na vida delas concretamente, o que vai melhorar a vida delas hoje. Acho que a gente precisa ter grandes estratégias de comunicação”, avaliou.
Mais votada Reeleita para um segundo mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Dani Portela foi a mais votada para a próxima legislatura. Ao obter mais de 146 mil votos, a deputada disse que ficou surpreendida com a votação.
“Não tenho uma prefeitura, um vereador, uma liderança, sequer conselheiros tutelares. O que tenho é uma força coletiva dos movimentos sociais e uma campanha que trouxe muito sentimento. Tenho a compreensão de que a gente fez um bom trabalho (na Alepe)”, avaliou.
Confira a íntegra da entrevista:




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