PT avalia que denúncias sobre Lulinha não mudaram a disputa e destacam liderança de Lula. PL acredita que investigações ainda podem pesar
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21/8) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seis pontos à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e um empate técnico entre os dois na disputa direta de segundo turno.
O resultado foi comemorado pelo PT, enquanto a campanha do senador aposta na propaganda eleitoral e no avanço de investigações sobre pessoas próximas ao presidente para reduzir a diferença.
Lula tem 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio. No cenário com Pablo Marçal (PRTB), o presidente mantém os 39%, e o senador aparece com 32%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%; Renan Santos (Missão), 4%; Romeu Zema (Novo), 3%; e Marçal, 2%.
Em um possível segundo turno, Lula aparece com 47%, e Flávio, com 43%. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles No PT, a vantagem foi recebida como sinal de que as denúncias envolvendo pessoas próximas ao presidente ainda não mudaram o cenário eleitoral. Secretário de Comunicação do partido e integrante da coordenação da campanha, Éden Valadares afirmou que os números reforçam a posição de Lula como favorito e, na avaliação petista, mostram confiança na atual gestão.
Na campanha de Flávio, uma ala esperava um crescimento maior do senador e uma redução mais clara da diferença para Lula, como indicavam levantamentos internos contratados pelo PL. Esse grupo também previa maior desgaste do petista após a divulgação de informações sobre inquéritos que envolvem um de seus filhos e uma lobista.
Outros aliados consideram o resultado positivo. Para eles, os números indicam que episódios que provocaram turbulência na pré-campanha, como o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), estão sendo superados.
A equipe de Flávio também destaca o período em que a pesquisa foi realizada. O Datafolha ouviu 2.058 pessoas entre 18 e 20 de agosto. As notícias sobre investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, começaram a ganhar força no dia 17, mas tiveram mais espaço no noticiário apenas na quinta-feira (20/8), último dia das entrevistas.
Por isso, aliados do senador acreditam que os efeitos políticos do caso poderão aparecer com mais clareza nas próximas semanas. A campanha pretende manter o tema em evidência e ampliar seu alcance com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
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