"No mínimo, a negociação e ratificação de qualquer acordo deverá demorar vários anos", refere a agência, acrescentando que uma cimeira prevista para o f...
A proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para atribuir ao Canadá o estatuto de membro associado da União Europeia (UE) é sobretudo simbólica e não tem, para já, implicações no rating soberano do país, segundo a Morningstar DBRS.
Von der Leyen avançou com a proposta em 16 de setembro, numa iniciativa que, segundo a agência de notação financeira, se enquadra nos esforços do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, para reforçar as relações do Canadá com outras grandes geografias e diversificar as suas relações económicas e de segurança.
O Canadá já dispõe de um acordo de comércio livre com a UE, embora este ainda não tenha sido ratificado por todos os Estados-membros. A DBRS considera, no entanto, que não é claro o que implicaria concretamente um estatuto de membro associado e admite que alguns países da UE possam opor-se à criação de uma nova modalidade de relacionamento com o bloco.
Para a DBRS, o episódio ocorre num contexto de aumento das tarifas entre os Estados Unidos e o Canadá ao longo do último mês e poderá ter consequências económicas caso as tensões diplomáticas se agravem.
Embora a agência considere improvável uma nova escalada imediata, Torgerson alerta que tarifas mais elevadas colocariam à prova a resiliência da economia canadiana e poderiam também criar riscos para os estados norte-americanos com relações económicas mais estreitas com o Canadá.
A Morningstar DBRS mantém atualmente o rating do Governo do Canadá em AAA, com tendência estável, e salienta que não existem, neste momento, implicações para a notação de crédito.
Código de Ética e Livro de Estilo




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário