Campinas perde mais da metade das bancas de jornal e setor busca se reinventar Nas esquinas, sempre tinha uma. Agora, as bancas começam a ficar mais raras. Campinas (SP) perdeu mais da metade desse tipo de loja. O município já teve 503 pontos em 2003. Atualmente, são 221 bancas em toda cidade. Para se manterem funcionando, esses negócios precisaram se adaptar às tranformações de consumo e viraram pontos de 'conveniência'. De tabacaria a jornal para pet: as bancas diversificaram
Por g1 Campinas e região
05/09/2026 15h25 Atualizado 05/09/2026
Campinas perdeu mais da metade de suas bancas, caindo de 503 em 2003 para 221 atualmente. Para sobreviver, os pontos viraram locais de conveniência.
Apenas 15 pontos abriram nos últimos 3 anos. O recuo é motivado por mudanças de tecnologias, comportamentos e de consumo.
Proprietários diversificam produtos vendendo jornal para pet, tabacaria, bebidas e livros. A inovação ajuda a manter os negócios ativos nas bancas.
O centro de Campinas concentra o maior número, com 62 pontos ativos. Outros bairros como Ponte Preta e Cambuí também registram presença.
Reginalva de Lima expandiu sua banca de flores na Ponte Preta. Ela afirma: "O que a gente vende é simpatia, alegria".
Campinas perde mais da metade das bancas de jornal e setor busca se reinventar
Nas esquinas, sempre tinha uma. Agora, as bancas começam a ficar mais raras. Campinas (SP) perdeu mais da metade desse tipo de loja. O município já teve 503 pontos em 2003. Atualmente, são 221 bancas em toda cidade. Para se manterem funcionando, esses negócios precisaram se adaptar às tranformações de consumo e viraram pontos de 'conveniência'.
De tabacaria a jornal para pet: as bancas diversificaram os produtos oferecidos conforme às mudanças de hábitos e passaram a oferecer, além dos tradicionais jornais diários, álbuns de figurinhas e revistas, artigos variados, como bebidas, cigarros, acessórios para celular, pequenos brinquedos e flores.
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O histórico de abertura de bancas mostra como este tipo de comércio encolheu recentemente. Apenas 15 pontos abriram as portas nos últimos três anos.
De jornal a pet shop e tabacaria: como bancas se reinventam para continuar abertas em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV
O aposentado Edson Medeiros mora em Campinas há 17 anos. Ele é cliente de uma banca inaugurada na década de 1950.
"Para mim, é primordial a banca aqui. E é sobrevivente, não é?Tem muitas bancas que já até fecharam. O pessoal que é habituado com banca não fica na internet como a meninada , que vê tudo na internet. A gente gosta mais de pegar na mão, de ver. Cruzada, por exemplo, na internet tem também, mas eu vou fazer palavra cruzada na internet? Não tem graça. Para vender, ainda tem bastante coisa para quem gosta de ler em papel", comparou.
De jornal para pet a tabacaria, bancas se reinventam para se manterem em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV
O dono da banca, Denilson Falsarella, entendeu a necessidade de mudança. "A gente tem tudo de um pouco. Tem jornal para pet, tem palavras cruzadas, é uma coisa que cresceu muito no mercado. Tem coisa de tabacaria, refrigerante, HQ, livros. Tem que inovar. Em toda profissão tem que inovar. Não é só na banca de jornal. E a gente tem um ótimo ponto, uma tradição, e tudo isso ajuda", disse.
O urbanista João Verde aponta as diversas mudanças de tecnologias, comportamentos e consumo como fatores para a menor presença de bancas pela cidade.
"A princípio as bancas se instalavam nas praças. Eram bancas pequenas, de jornais, revistas. Uma banquinha de um metro e meio. Com o passar dos anos, as bancas foram crescendo. A tendência, agora, é diminuírem de tamanho ou simplesmente deixarem de existir. O comércio eletrônico está avançando em todos os níveis. É um grande desafio", explica.
De jornal para pet a tabacaria, bancas se reinventam para se manterem em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV




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