Antigo daycare, Dog Adventure aposta em circuito indoor com atividades de faro, exercícios, pintura, areia e muita lama. Fui conhecer a novidade com a Aman e descobri uma proposta que respeita as preferências e os limites de cada cachorro, com diversão também para os humanos

Quem tem cachorro sabe que encontrar atividades diferentes para fazer com ele nem sempre é uma tarefa fácil. Especialmente quando queremos oferecer experiências que vão além dos tradicionais passeios, das brincadeiras com bolinhas ou das visitas aos parques. E se fosse possível reunir, em um único lugar, uma série de atividades que estimulam os sentidos, o corpo e a mente dos cães, permitindo que seus responsáveis participem de tudo?

Essa é a proposta da novo Dog Adventure, que deixou para trás o formato tradicional de daycare, ou creche para cães, para se transformar em um espaço de experiências sensoriais e atividades individuais. Tati Nassif, a idealizadora, segue como consultora se creche, mas resolveu apostar em uma nova forma de enriquecimento.

A novidade é um circuito que combina exploração, exercícios físicos, brincadeiras e até produção artística, tudo pensado para que cães de diferentes portes, idades e condições físicas possam participar, respeitando suas necessidades.

Fui conhecer a novidade com a Aman e posso adiantar: nós duas nos divertimos muito! E voltamos para casa com boas lembranças, registros da experiência e, claro, depois de uma boa dose de lama.

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Um circuito para explorar no próprio ritmo

A proposta da Dog Adventure é simples: oferecer diferentes estações de atividades para que cada cão possa explorar novas experiências, acompanhado por seus responsáveis ou por um monitor.

O circuito completo dura aproximadamente uma hora e meia, com cerca de 15 minutos disponíveis para cada estação. Mas ninguém é obrigado a fazer tudo. É possível escolher apenas as atividades que fazem sentido para aquele cachorro, considerando suas preferências, limitações físicas e disposição.

As experiências incluem atividades de faro, caminhada ou corrida na esteira, exploração na areia, piscina, lama e até pintura. Sim, pintura! Em uma das estações, o cão participa da criação de um quadro utilizando a língua. Há também uma experiência fotográfica com tintas coloridas.

Para quem não quer fazer o circuito completo, existem três modalidades menores:

Circuito Raiz: para quem gosta de colocar as patas na areia e se aventurar na lama. Circuito Fitness: reúne atividades de esteira e piscina, combinando diferentes formas de movimentação. Circuito Foto: inclui a produção de uma pintura feita pelo cachorro e uma experiência fotográfica com o cão colorido.

O mais interessante é que não existe a obrigação de completar todas as estações. Um cachorro pode adorar a piscina e não demonstrar interesse pela lama. Outro pode preferir explorar os cheiros da areia a caminhar na esteira. E tudo bem!

Do ponto de vista do comportamento animal, essa possibilidade de escolha é especialmente importante. O enriquecimento ambiental não significa simplesmente oferecer uma grande quantidade de estímulos, mas proporcionar experiências adequadas às necessidades, capacidades e preferências de cada indivíduo.

Diversão até para os cães mais medrosos ou reativos

Esse foi, para mim, um dos maiores diferenciais da novo Dog Adventure.

Ao contrário de muitas propostas de recreação canina, nas quais vários animais compartilham o mesmo espaço, as atividades do circuito são realizadas individualmente, com um cachorro por vez em cada estação.

Isso amplia muito as possibilidades de participação. Cães que não se sentem confortáveis na presença de outros animais, que são mais medrosos ou apresentam comportamentos reativos também podem aproveitar as experiências, sem a necessidade de interagir diretamente com outros cães.

Nas áreas comuns, os animais circulam na guia, e o espaço trabalha com um número reduzido de participantes. Há ainda a possibilidade de solicitar uma sinalização na coleira para indicar que determinado cachorro precisa de mais espaço em relação a pessoas ou outros animais.

É claro que isso não significa que qualquer cão estará automaticamente confortável em todas as situações. O ambiente, os sons, os cheiros, as pessoas desconhecidas e as próprias atividades podem representar desafios para alguns indivíduos. Por isso, é fundamental observar a linguagem corporal e respeitar os limites de cada animal.

Mas oferecer experiências individuais, sem exigir socialização, já é um avanço importante para tornar esse tipo de atividade mais inclusivo.