Luiza VilelaRepórter de Casual

Publicado em 2 de setembro de 2026 às 19h46.

Última atualização em 9 de setembro de 2026 às 12h11.

Priorizar nos meus resultados GoogleTudo sobreAcompanhe tudo sobreNetflixSaiba maisA Netflix lançou o plano com anúncios no final de 2022 para reverter a queda de assinantes, depois de uma alta histórica pós-pandemia. Foi uma aposta bem vista pelo mercado: no dia do anúncio, as ações deram início a uma série de altas na bolsa brasileira e americana, e catapultaram a plataforma de streaming para a liderança do setor.

E o Brasil, para além do "desconto" na assinatura, está no centro dessa estratégia.

O Brasil já conta com mais de 35 milhões de espectadores ativos no plano com anúncios, dos quais 52% consomem a plataforma diariamente. A média é de 54 horas de conteúdo por mês, uma das mais altas entre os demais países nos quais a Netflix está presente.

No evento desta quarta, o destaque foi o anúncio dos primeiros resultados do estudo sobre atenção no Brasil, conduzido pela Amplified. O spoiler dado em maio, quando o início do estudo foi divulgado, comprova: na Netflix, os anúncios publicitários retêm o mesmo nível de atenção das séries e filmes.

E o mais interessante: na Netflix, 67% da atenção da audiência é ativa (quando a pessoa está olhando diretamente para a tela) e apenas 17% de atenção é passiva (quando ela não está olhando diretamente para a tela, mas está escutando o conteúdo). Ou seja, 84% de um anúncio de vídeo tem atenção dedicada de quem está assistindo.

Segundo a meta-análise realizada em parceria com a  Media Hero no Brasil, a imersão da audiência na Netflix se traduz em mais eficiência: 31% maior do que a média geral do mercado, 94% maior do que a TV e 89% maior do que o vídeo digital. Will destacou ainda que, nos brand lifts das campanhas rodadas no país, a Netflix superou o mercado em todas as métricas: +100% em associação de mensagem, +11% em consideração e +50% em intenção de compra.

A ferramenta permite que marcas integrem produtos e identidades visuais ao universo narrativo de filmes e séries de forma contextual, sem interromper a experiência do espectador. Se antes o product placement exigia meses de pré-produção, o Creative Fusion aplica tecnologia para aproximar os anunciantes das histórias e dos fandoms.

Outro avanço importante é a chegada dos Anúncios Interativos (atualmente em fase alpha, com marcas como McDonald's e Nubank). O formato permite que o usuário interaja com o anúncio na TV: envia um push de notificação para o celular ou oferece a opção de salvar a oferta para acessá-la mais tarde.

Para além das métricas tradicionais de alcance e frequência, a Netflix também quer liderar a discussão sobre a qualidade da atenção no streaming. Um estudo recente rodado pela plataforma no Brasil confirma que a retenção do espectador na Netflix é significativamente superior à dos concorrentes e reduz a dispersão em telas secundárias.

Casos como a série Emily em Paris, que fez a busca pelo chapéu bucket saltar 300% e foi citada por 38% dos turistas como motivo para visitar a capital francesa, ou a parceria entre a marca Comfort (Unilever) e a série Bridgerton, que quintuplicou a produção do amaciante, ilustram a força do ecossistema.

No Brasil, casos de sucesso com grandes anunciantes incluem integrações na série Sintonia, com parcerias ao vivo de marcas como Burger King, Claro e Santander, e ações de brand partnership com o McDonald's e a cerveja Stella Artois.

Com o amadurecimento da tecnologia de first-party data, a empresa também lançará ferramentas proprietárias de mensuração para que os anunciantes comparem resultados de vendas (conversion lift) e alcance em praças específicas (geo lift), o que permite, inclusive, o cruzamento seguro com os dados dos próprios clientes (CRM).