Debate entre os candidatos ao senado por Pernambuco, promovido pela Tv Nova - Reprodução@tvnovanordeste No debate entre candidatos ao Senado por Pernambuco promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, na noite desta quinta (10), no Centro de Convenções do Senac Caruaru, no Agreste, divergências ideológicas foram confrontadas.

Para o encontro foram convidados Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD) foram convidados para o debate por seus partidos atenderem ao critério de representação mínima no Congresso Nacional. Dois representantes de Pernambuco serão eleitos ao Senado Federal nas eleições de 4 de outubro para cumprir mandato de oito anos, entre 2027 e 2035.

“Fui oposição durante todos os governos petistas que governaram o Brasil e sempre fui oposição ao PSB em Pernambuco, a exceção quando o PSB migrou para votar em Aécio Neves. Então eu tenho coerência na minha vida pública. Defendo a candidatura de Flávio”, afirmou, se declarando aliado e defensor do mandato da atual governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. “[Ela] tem feito uma revolução e recuperado Pernambuco do desastre que foi o governo do PSB que você apoia”. Outro momento em que a discussão ficou mais acalorada foi no embate entre Paulo Rubem e Marília. A pedetista perguntou ao candidato da Rede o que ele pensava sobre a distribuição de "canetas emagrecedoras" pelo SUS, projeto dela na Câmara Federal. Na resposta, Paulo Rubem criticou a adversária. "Primeiro, essa expressão tá errada, Marília, não se usa a expressão canetas emagrecedoras. São instrumentos anti-obesidade. Segundo ele, a política de saúde é um conjunto. Eu preciso de nutricionista, endocrinologista, preciso de psicólogos, cirurgiões plásticos e também de uma rede integrada de saúde. Falar em distribuição de canetas com esse termo errado é fazer um jogo da indústria farmacêutica", disparou.

"Muito bem, eu queria dizer a você que tá assistindo que é muito importante o papel do Senado. O Senado tem o poder de quebrar a patente do Monjaro. Eu falo caneta emagrecedora, falo para ficar mais claro para quem tá nos assistindo. A gente pode e vai quebrar a patente desses medicamentos. A gente vai transferir tecnologia para o Brasil, gerar emprego produzindo esses medicamentos aqui", contemporizou Marília.

"Isso é soberania, é política pública, é levar esse tratamento para quem já tem obesidade, hipertensão, risco cardiovascular aumentado, para que eles tenham esse tratamento que os ricos têm, mas que os pobres não estão tendo acesso", completou a candidata, que prometeu quebrar a patente desses medicamentos junto com o governo Lula. Túlio Gadêlha (PSD) e Mendonça Filho (PL) usaram o tempo do embate para destacar o apoio à Raquel Lyra (PSD), mas discordaram sobre o presidente Lula, que tem o apoio de Túlio, mas a oposição de Mendonça.

"O governo Raquel Lyra assumiu um estado em Pernambuco completamente falido, sucateado. Estradas destroçadas em todas as regiões do estado. A saúde do estado ia mal. A área de segurança pública, uma das mais críticas do Brasil, com policiais que revezavam até com colete à prova de balas. Viaturas também que não funcionavam, não tinham sequer combustíveis. Como é que você encara a jornada de trabalho da atual governadora Raquel Lira, que você apoia desde o primeiro dia do seu mandato e eu também?", questionou Mendonça.

"Mendonça, a gente já participou de muito debate junto. Muitas vezes já discordamos e fizemos esse debate na Câmara, mas nesse momento eu concordo contigo. A governadora tem entregue resultados importantes a Pernambuco. A governadora tem combatido a violência, os roubos, tem reduzido o índice de homicídio em quase 30%. Se comparado ao governo anterior de Paulo Câmara, esse índice em determinados anos se aproximava dos 5.000 homicídios. Aqui em Pernambuco, a governadora reduziu praticamente 650 homicídios por ano. Isso é poupar 2.400 dias em média. Eu acredito que esse é o caminho certo e por isso, Mendonça, eu acredito na aproximação da governadora Raquel Lira com o presidente Lula para a gente trazer mais investimentos no governo do presidente, quando ele foi reeleito", respondeu Túlio.