WhatsApp Image 2026 09 10 at 22.09.42 Em debate entre candidatos de Pernambuco ao Senado, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diário de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, a candidata Marília Arraes (PDT) acusou o candidato Túlio Gadêlha (PSD) de machismo e misoginia, além de chamar Mendonça Filho (PL) de filhote da ditadura. O liberal também pressionou Eduardo da Fonte (PP) para revelar seu voto para presidente. 

O debate foi realizado na noite desta quinta-feira (10), no Centro de Convenções do Senac Caruaru, no Agreste. Foram convidados para o debate, por seus partidos atenderem ao critério de representação mínima no Congresso Nacional, Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD). Dois representantes de Pernambuco serão eleitos ao Senado Federal nas eleições de 4 de outubro para cumprir mandato de oito anos, entre 2027 e 2035. Segundo bloco Ponto alto do segundo bloco do debate, o embate entre Túlio e Marília levantou faíscas quando o candidato de Raquel Lyra (PSD) relembrou “brigas” que a candidata teve. “Você brigou com Renata Campos, você brigou com João Campos, você brigou com o próprio PT, que inclusive abriu uma representação no Conselho de Ética contra a sua pessoa”, apontou. Inicialmente, Marília devolveu, afirmando que vai “brigar muito por Pernambuco”. A petista disse que vai utilizar da “coragem” para lutar pelas mulheres e pela justiça social. Túlio, em seguida, utilizou seu tempo para falar das brigas que planeja comprar no Senado. O candidato mencionou a PEC da Blindagem e o fim da escala 6x1. Na reta final do embate, Marília respondeu novamente sobre as “brigas” que o candidato relembrou. Nesse momento, aconteceu a acusação. “Sabe o que eu acho interessante? Quando uma mulher é firme nas suas convicções, quando uma mulher tá lá defendendo o que acredita, quando uma mulher é forte, ela é chamada de brigona, ela é chamada de complicada, ela é chamada de um monte de coisa. A fala do candidato foi uma fala extremamente machista”, questionou. Túlio dobra a aposta e relembra a morte do marido de Raquel durante as eleições de 2022, nas quais Marília disputou contra a atual governadora. “A candidata fala das mulheres, mas quando a governadora perdeu o seu esposo, não abriu mão da inserção de TV. O tribunal disse que poderia não haver inserção no outro dia. Ela fez questão de fazer campanha. Eu não acho que isso é solidário com uma mulher”, colocou. “O que o candidato acabou de falar é uma mentira. Eu vou colocar nas minhas redes sociais qual é a verdade, mas eu quero dizer que ele continua sendo machista, continua sendo misógino, aliás, bem condizente com o palanque onde ele está, cheio de bolsonaristas, cheio de gente que defende até que mulher não deve votar. É uma pena, Túlio”, retrucou a candidata. Pedido de resposta Ao final do bloco, a bancada jurídica do debate discordou da acusação de machismo e misoginia contra Túlio Gadêlha. O candidato obteve um minuto para responder: