Debate entre os candidatos ao senado por Pernambuco - Tv Nova/ Reprodução@tvnovanordeste No terceiro bloco do debate entre candidatos ao Senado por Pernambuco promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, na noite desta quinta (10), temas polêmicos como a redução da maioridade penal e a comparação entre os governos Bolsonaro e Lula geraram divergências.
Temas como a obra da ferrovia Transnordestina, o acesso a medicamentos, a violência contra a mulher, abastecimento de água também foram abordados nos confrontos diretos entre os postulantes à Casa Alta.
Logo no início do bloco, a candidata Marília Arraes (PDT) teve seu direito de resposta solicitado contra Túlio Gadêlha (PSD) concedido. Em seu direito de resposta anterior, Gadêlha chamou Marília de “brigona” e o termo motivou a concessão de um minuto para a pedetista se defender.
Maioridade penal O primeiro a perguntar na rodada foi o candidato Mendonça Filho (PL) que abordou o tema da segurança pública, questionando o petista sobre os temas da proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a modificação na chamada audiência de custódia.
“Eu sou contra a redução da maioridade penal. Porque isso vai significar que aqueles jovens que tenham cometido algum tipo de delito, poderão ser encaminhados para um presídio comum, onde nós sabemos que é a grande escola de formação de criminosos. Os criminosos que compõem as facções, eles são recrutados dentro de uma prisão, significa que você vai ter uma grande probabilidade dele se formar nessa escola do crime. Agora, eu defendo que não haja nenhum tipo de agravamento das medidas socioeducativas. Eu acho que, por exemplo, o cometimento de um crime grave, deve ampliar o tempo dessa medida socioeducativa”, respondeu Humberto. “Na verdade, Humberto repete a velha tese do PT, que sempre torna a vítima do crime alguém que não tem nenhuma proteção do Estado brasileiro. E um jovem de 17 anos, por exemplo, que estupra e mata, comete um feminicídio, ele tem que cumprir pena. A gente tem que reduzir a maioridade penal, como ocorre nas principais nações do mundo: Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos”, rebateu Mendonça. “É inaceitável que jovens hoje amarem os e continuem impunes. Então, eu, pessoalmente, defendo que a gente possa endurecer esse tipo de prática. Ele não respondeu sobre a audiência de custódia, que é outra mazela na área da segurança pública. Alguém que comete um crime, na audiência de custódia, depois de cometer um assalto, por exemplo, é prontamente liberado.A gente tem que endurecer justamente a legislação para punir quem comete crime no Brasil, Humberto, e não proteger criminosos, como faz o PT, infelizmente”, disparou o candidato do PL. “Eu não vejo em países que adotaram até uma uma idade penal menor, há países até com crianças de 12 anos que podem ser presas e passarem muitos anos na cadeia, uma redução da violência, uma redução da criminalidade. Com relação à audiência de custódia, isso tá na lei. Cabe o julgamento do juiz. Ele vai dizer se aquele aquele caso é um caso que necessita de transformação de uma prisão de uma prisão em flagrante em uma prisão preventiva ou não. Eu acho que o que nós temos que melhorar é a forma de exercício da jurisdição, que os juízes possam avaliar melhor e em casos que caibam, nós possamos ter a audiência de custódia liberando, mas em muitos casos prendendo preventivamente aquele cidadão”, respondeu o petista. “Onde o PT domina e comanda o Estado, são os maiores indicadores de violência no Brasil. Bahia, Ceará, dominadas pelo crime organizado, bairros inteiros comandados por traficantes e líderes de facção. A gente defende o endurecimento da reação por parte do Estado e, como senador da República, vou propor e defender a redução da maioridade penal e o combate ao crime com firmeza, com firmeza de verdade”, concluiu Mendonça.
Outro embate de destaque no terceiro bloco foi entre os candidatos Túlio Gadêlha e Mendonça Filho, que divergiram sobre o legado do governo Bolsonaro para o Brasil e sua política de saúde durante a pandemia.
“Candidato Mendonça Filho, lhe vejo como uma pessoa inteligente, centrada. Eu não sei, Mendonça, como você se sente em um partido onde tem sido liderado por uma figura que foi contra a ciência, que retirou orçamento das universidades, que foi contra a vacina, que salva tantas vidas. Como você se sente nesse ambiente?”, questionou Túlio.
“Túlio, primeiro acho que você tem que se descontaminar dessa sua visão ideológica muito preconceituosa. O Brasil foi um dos países do mundo que antecipou a distribuição de vacinas. Isso foi fruto de um esforço. Muito grande do governo central do então presidente Bolsonaro. Evidentemente que ele teve uma posição com relação à sua própria vacina, ao seu direito a se vacinar. Eu me vacinei. Flávio Bolsonaro, que é o meu candidato a presidente da República, também se vacinou. Bolsonaro elevou substancialmente o auxílio emergencial de R$ 180 reais para R$ 600 reais atendendo a população de mais baixa renda no Brasil”, rebateu Mendonça.




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