Candidato do Novo criticou inclusão de Renan Santos no encontro da "Globo" e afirmou haver “insegurança jurídica total”; emissora cancelou programa
Reprodução/GloboNews - 6.ago.2026
1.out.2026 (quinta-feira) - 23h08 Priorize o Poder no Google
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta 5ª feira (1º.out.2026), que a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo, representou um “desrespeito total” às leis.
Em vídeo publicado nas redes sociais depois do cancelamento do encontro, Zema criticou a mudança na lista de participantes a poucas horas do início do programa. Disse que o Judiciário brasileiro se transformou em uma “bagunça” e que houve “insegurança jurídica total”.
Assista ao vídeo de Zema (1min9s):
“Em cima da hora, colocaram mais um participante, totalmente em desacordo com a legislação. Insegurança jurídica total. E o que nós precisamos é mudar esse Judiciário, que hoje está muito mais preocupado em fazer política do que em seguir as leis”, declarou.
Zema também classificou o episódio como um “desrespeito aos 210 milhões de brasileiros” e voltou a usar o termo “intocáveis”, empregado pelo candidato em críticas recorrentes a integrantes do STF.
“Mais uma vez, os intocáveis se julgando acima dos brasileiros. Mas dia 4 está aí e nós vamos dar a resposta”, afirmou.
A decisão de Gilmar foi tomada horas antes do debate. O ministro determinou que a Globo incluísse Renan na vaga aberta pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A determinação contrariou decisão anterior do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. Na 4ª feira (30.set), o ministro havia rejeitado um pedido do Missão para assegurar a participação de Renan. Segundo Nunes Marques, a legenda não alcançava o requisito mínimo de 5 congressistas previsto na legislação para garantir a presença de um candidato em debates.
O Missão argumentava que, com a ausência de Lula, Renan poderia ocupar a vaga por causa de seu desempenho nas pesquisas. Nunes Marques afirmou, porém, que as regras acertadas pela Globo davam à emissora a possibilidade de convidá-lo, mas não estabeleciam participação automática.
A situação de Zema era diferente. O candidato do Novo também havia recorrido à Justiça para participar do debate, mas o TSE reconheceu que seu partido já tinha os 5 deputados federais exigidos pela legislação antes do marco temporal de 20 de julho. Nunes Marques determinou na 3ª feira (29.set) que candidatos do Novo fossem incluídos nos debates eleitorais.
A Globo cancelou o debate, que seria realizado às 21h30, depois de receber duas intimações judiciais poucas horas antes do programa.
A 1ª decisão, do TSE, suspendeu regras que permitiam à emissora manter no estúdio o púlpito de um candidato ausente e dirigir perguntas a ele. A medida foi tomada depois de Lula informar que não participaria do encontro.
A 2ª foi a decisão de Gilmar que assegurou a participação de Renan. Depois dela, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que também não compareceria. O senador disse que desistiu por causa do que chamou de “censura” do TSE e, posteriormente, citou “insegurança jurídica”, “interferência jurídica nas eleições” e “desequilíbrio na disputa”.
Com as mudanças, a Globo decidiu não realizar o programa.
Antes dos acontecimentos desta 5ª feira (1º.out), estavam previstos no debate Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema. Lula havia sido convidado, mas decidiu não comparecer.




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