“A defesa de Amisadai é por falas de conduta imprópria", disse Luiz Rocha - Beatriz Santana/Folha de Pernambuco A defesa do servidor público Amisadai Andrade da Silva afirmou, na manhã desta terça-feira (1º), que o cliente não reconhece parte das afirmações do vídeo divulgado pela TV Record, no dia 25 de agosto, que o mostra como responsável por um suposto “gabinete do ódio” dentro do governo do estado. .
O advogado Luiz Rocha disse, em coletiva à imprensa, no final da manhã desta terça-feira (1º), que Amisadai acredita que houve uso de ferramentas eletrônicas para alterar o conteúdo original do vídeo. O acusado, segundo o advogado, reconhece que houve falas inadequadas, mas não aceita responder pelo que garantiu não ter dito. “A defesa de Amisadai é por falas de conduta imprópria. Reconhece o excesso que cometeu, mas não reconhece algumas falas. Inclusive, acredita que não pronunciou algumas frases que foram colocadas. E acredita que deve ter havido uma descontextualização, uma manipulação eletrônica ou fabricação de frases a partir de ferramentas como a própria inteligência artificial (IA)”, afirmou. Ao ser perguntado sobre qual trecho teria sido alterado, respondeu que isso cabe à PF, que pode divulgar ou não. "Não posso citar as palavras nem o trecho, porque cabe à Polícia Federal. Não cabe a gente dizer isso, só que ele disse: 'isso eu não falei'', acrescentou. No vídeo, conforme o advogado, Amisadai demonstrou ter uma influência com a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que, na realidade, nunca teve. “No próprio documento da denúncia crime, Amisadai reconhece que tentou parecer ter uma influência e trânsito dentro do governo, (mas) ele nunca se sentou com a governadora para esse fim específico ou para receber orientação”, garantiu. Luiz também afirmou que Amisadai não aceita a acusação de que tinha conexão com os 300 perfis das redes sociais, levantados na investigação como meio para depreciar a candidatura ao governo do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).


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