A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que a decisão que suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ao pai seja revertida e que o senador possa visitar o pai antes das eleições. Os advogados de Bolsonaro chamam a decisão de "desproporcional" e reafirmou que o ex-presidente não tinha ciência de que a carta seria divulgada. Na semana passada, Moraes suspendeu, durante 90 dias, a
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que a decisão que suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ao pai seja revertida e que o senador possa visitar o pai antes das eleições. Os advogados de Bolsonaro chamam a decisão de "desproporcional" e reafirmou que o ex-presidente não tinha ciência de que a carta seria divulgada. Na semana passada, Moraes suspendeu, durante 90 dias, as visitas do senador ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. "A suspensão integral das visitas entre pai e filho pelo prazo de noventa dias representa severa restrição a direito expressamente assegurado pela Lei de Execução Penal e reiteradamente protegido pela sistemática protetiva internacional, sem que a gravidade concreta dos fatos revele necessidade equivalente", afirma a defesa do ex-presidente. Agora no g1 O ministro considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social no sábado (11) desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita. Na última sexta-feira (17), Moraes determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade "político-eleitoral" até o final das Eleições 2026. Além disso, suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. Na decisão, o ministro manteve a suspensão por 90 dias das visitas de Flávio ao pai. Jair Bolsonaro deixa hospital de Brasília após realizar procedimento para tratar lesão na pele REUTERS/Adriano Machado ➡️ Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar. Desde novembro do ano passado, ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. Carta de Jair Bolsonaro A decisão de Moraes ocorre dias depois do senador Flávio Bolsonaro ter lido uma carta escrita pelo pai em apoio à sua pré-candidato à Presidência da República. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que Flávio era seu "porta-voz" e "melhor opção" para o Brasil. Moraes, que é relator do processo de execução da pena de Bolsonaro, considerou que Flávio utilizou a visita para obter um documento com o objetivo exclusivo de publicá-lo nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao pai O ministro também afirmou que houve reincidência, uma vez que conduta similar já havia ocorrido em agosto de 2025, o que na época motivou a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
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