Especialista em direito eleitoral, Emílio Duarte analisa a decisão do STF e aponta insegurança jurídica no pleito - Clarice Melo/Folha de Pernambuco As eleições brasileiras foram prorrogadas pela primeira vez na história. A votação, marcada para encerrar às 17h em todo o território nacional, agora se estende até as 19h, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. O professor e advogado especialistra em direito eleitoral Emílio Duarte comenta sobre o ineditismo dessa prorrogação.

"A decisão monocrática de apenas um ministro pôs todo o ordenamento jurídico brasileiro de lado. Deixou de lado todas as regras consagradas, ditas já como constitucionais. Desde a redemocratização, a gente nunca viu a interferência do Judiciário. Tinha acontecido isso em relação aos debates, todos nós acompanhamos", aponta.

Após a prorrogação, diversos casos de urnas e seções que já haviam sido fechadas levantaram mais questionamentos sobre a decisão do Supremo. O professor descreve a situação como "um limbo". Para o especialista, a situação demonstra insegurança jurídica para o sistema brasileiro. "Nossa democracia, mais uma vez, foi ferida de morte", destaca.

A decisão de Zanin aconteceu após a negativa de Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).