O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela. "Trata-se de uma operação de resgate extremamente complexa", afirmou à agência de notícias AFP nesta sexta-feira (26). Leia mais (06/26/2026 - 15h08)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
26.jun.2026 às 15h08 Atualizado: 28.jun.2026 às 11h06
Edição Impressa Diminuir fonte
O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela. "Trata-se de uma operação de resgate extremamente complexa", afirmou à agência de notícias AFP nesta sexta-feira (26).
Autoridades do regime da líder interina Delcy Rodríguez informaram que há pelo menos 1.430 mortos e 3.238 feridos. O balanço segue aumentando à medida que as equipes de resgate chegam aos prédios destruídos, principalmente na região de La Guaira, a mais afetada.
Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira (24) deixaram um cenário de devastação, especialmente nesta região costeira vizinha à capital Caracas, onde moradores denunciam a precariedade das operações de resgate.
La Guaira virou um amontoado de poeira, areia e escombros. Familiares, vizinhos e voluntários tentam avançar entre os destroços, mas dizem precisar de equipamentos especializados para cortar vergalhões e remover grandes blocos de concreto.
Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países começaram a se mobilizar. Socorristas de El Salvador, México, Colômbia e Equador já chegaram ao país. A imprensa venezuelana também informou sobre a chegada de equipes e suprimentos do Chile e da Suíça.
Equipes brasileiras também estão na Venezuela, para onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de aviões com bombeiros e equipamentos médicos.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Em eventos como esse, é praxe que equipes internacionais se coloquem à disposição do governo local ou da ONU, que decidem onde os recursos são mais necessários —seja no resgate direto de pessoas, no estabelecimento de abrigos e hospitais de campanha, ou em tarefas administrativas e logísticas que ajudem familiares a encontrar seus entes.
Na sexta, agências da ONU pediram que a comunidade internacional se empenhe em auxiliar a Venezuela para impedir que o desastre natural "se transforme em uma tragédia humana maior".
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo
As buscas avançam lentamente, e ainda há corpos visíveis sob os escombros. Em Caracas, durante a madrugada desta sexta, trabalhadores iluminados por refletores golpeavam os destroços de um prédio desabado. Nas redes sociais circula uma lista não oficial de desaparecidos com mais de 51 mil nomes.
Em La Guaira, onde fica o principal aeroporto do país, interditado após o terremoto, alguns moradores tentavam resgatar sozinhos parentes soterrados. "Ele está ali", grita Alessandro del Giudice, 23, enquanto procura o pai sob uma montanha de escombros.
Sua avó, Amparo, tenta retirar os destroços com as próprias mãos. "São muitas pedras e, com as mãos, não dá", lamenta. "As autoridades não servem para nada. Os militares deveriam estar aqui com todo o maquinário que têm", acrescenta.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário