A manutenção de abrigos e ONGs de proteção animal é feita através de doações - Cortesia Nas ruas, rondando mercados, nas calçadas, nos parques, nas universidades, e em tantos outros ambientes públicos, sempre é possível encontrar um animalzinho em situação de vulnerabilidade. Eles são vistos em todos os lugares possíveis, permeiam o nosso cotidiano, mas são ignorados pela maioria. O maior desejo desses pequenos seres? Encontrar um lar responsável. Este domingo, 4 de outubro, é o Dia Nacional de Adotar um Animal, data que chama atenção para o ato de acolher um pet que, em algum outro momento da vida, foi preterido.
Apesar da adoção ser um tema comumente defendido aqui, no Folha Pet, nem sempre as pessoas conseguem adotar um animal. Para esses casos, é preciso saber que há outras formas de ajudar os pets necessitados. A melhor forma é ajudar quem fez do amor pelos animais um trabalho de dedicação plena, como é o caso de protetores e pessoas que possuem abrigos.
Laila Cavalcanti, mantenedora do Abrigo Projeto Amor Sem Fronteiras (@_projetoamorsemfronteiras), explica que ajudar um abrigo vai muito além da doação de dinheiro ou de trabalho como voluntariado, que são as formas mais comuns de ajudar. A pessoa pode ajudar das mais variadas formas.
“Tem várias maneiras de ajudar. Eu costumo dizer que para a pessoa ajudar uma ONG ela só precisa querer. Ao doar um sabão em pó, que tem em casa, você vai colaborar com a ONG. Doar material de limpeza, ração, uma caminha para o pet, vassoura, balde, qualquer coisa que seja serventia pra ajudar o abrigo, já é ajuda”, contou.
A ONG Todos Por Guerreiro (@todosporguerreiro), criada inicialmente com o intuito de arrecadar fundos para o tratamento de um cãozinho atropelado, lá em 2020, passou a cuidar de mais de 50 animais em 2026. Thaís Luna, responsável pela ONG, comentou sobre a importância da sociedade olhar para a causa animal com mais generosidade:
“A maior importância das pessoas olharem para esses animais resgatados é para darmos uma vida digna após o resgate. Porque não é só tirar um cachorrinho da rua. A gente tem que tratar da doença que ele tem, castrar, vacinar. A partir daí ele ficará disponível para adoção. Se a gente não tiver o apoio da sociedade, a gente não consegue. Porque hoje em dia a gente não tem apoio do governo, do estado. Não tem nenhum órgão público que faça esse trabalho. Então é totalmente feito pelos cidadãos que se dedicam e doam para essa causa”, explicou.
Um grande problema enfrentado pelos abrigos é a rejeição de pets adultos ou idosos na hora de uma adoção. A pesquisa "Panorama da Adoção no Brasil – ONGs", encomendada pela GoldeN e pelo Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC), realizada pelo Opinion Box e divulgada em 2026 ouviu instituições de proteção animal de todo o país e mostrou que a idade é um dos principais fatores que dificultam a adoção. Ao menos essa é a percepção de 81% das ONGs entrevistadas.
Mariana Alves, uma das voluntárias do Abrigo de Seu Alberto (@abrigodeseualberto), confirmou a situação.
"A maioria dos cães que vivem no abrigo são adultos ou idosos e cada um carrega uma história diferente. Muitos passaram por abandono, maus-tratos ou outros traumas. Por isso temos vários cãezinhos que são mais medrosos. O nosso maior desejo é que eles encontrem a família que vai lhes mostrar o que é o amor de verdade. Mas, infelizmente, os cães adultos os idosos costumam ser esquecidos nos abrigos. Mesmo tendo tanto amor para oferecer”, lamentou.
Pets Sem Raça Definida (SRD ou vira-lata) são a grande maioria dos animais abandonados. A rejeição por esses animais, sejam cães ou gatos, é associada à uma supervalorização de raças específicas, que são encontradas com mais facilidade por meio da compra.
Quem trabalha com resgate e cuidados com animais vulneráveis, no entanto, reconhece que o que mais importa no pet é algo comum a todos: o desejo por amor e por encontrar uma família.
“Sempre reforçamos o pedido de adoção. E não da compra de animais. A adoção salva vidas, transforma histórias e dá uma segunda chance para quem só quer amor”, ressaltou Mariana.
Conheça abrigos de animais na RMR




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