PF aponta que o Digimais, de Edir Macedo, repetiu práticas do Banco Master e obteve bloqueio de R$ 670 milhões na Justiça

Os agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao Digimais. Edir Macedo não entrou na lista de alvos dos mandados porque mora no exterior, mas a Justiça decretou a quebra de sigilo e o bloqueio de bens do bispo. A operação também envolve o bloqueio de R$ 670 milhões.

Segundo a investigação, os alvos manipularam demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. A PF afirma que a manobra buscava criar aparência de solvência, burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

A PF também aponta conexões entre o Digimais e o Master. Em janeiro de 2025, o ex-sócio e executivo do Banco Master Maurício Antonio Quadrado tentou comprar o Banco Digimais por meio da holding Bluebank, mas o Banco Central vetou a operação pelos riscos associados.