Novidades em diversas áreas do conhecimento, educação, design instrucional, EAD, educação corporativa, STEAM, etc.
Um gráfico, cinco leituras
Por que a tecnologia muda? Paradigma, trajetória e curva S
O dilema do inovador: por que os bons gestores erram
Fonte: elaborado pelo autor com base em Dosi (1982), Foster (1986), Abernathy e Utterback (1978) e Bower e Christensen (1995).
Como a tecnologia chega ao mundo? TRL, difusão e Hype Cycle
TRL: uma régua para o "quão pronto"
Difusão de inovações: quem adota, quando e por quê
Hype Cycle: a curva da expectativa
O Hype Cycle é uma montanha-russa de expectativas: o carrinho lotado no pico e o carrinho tranquilo no platô são a mesma tecnologia, em momentos diferentes da conversa sobre ela.
Fonte: elaborado pelo autor com base em Foster (1986), Mankins (1995), Rogers (2003), Moore (1991), Gartner ([s. d.]) e Dedehayir e Steinert (2016).
Volte ao caso de abertura com esses quatro eixos na cabeça. Agentes de IA no pico das expectativas (Hype Cycle) não têm um TRL único: um agente destinado a uma tarefa estreita e bem definida pode estar em TRL 6 ou 7, enquanto agentes para tarefas abertas ainda patinam em TRL 3; entre os adotantes iniciais na curva de Rogers, com o abismo ainda pela frente; e no trecho de subida rápida de uma curva S cujo limite ninguém conhece. As duas notícias da Gartner não se contradizem: uma lia o termômetro da conversa, a outra lia o mapa do potencial.
Quem inova, e como? Pavitt, sistemas de inovação e perfil em T
Até aqui, falamos de "a tecnologia" como se toda tecnologia se comportasse igual. Não se comporta. A curva S de um remédio, com vinte anos de patente e testes clínicos, não tem a mesma forma da curva S de um aplicativo; o vale da morte de um satélite é mais fundo que o de uma planilha. Quem primeiro sistematizou essas diferenças foi Keith Pavitt, da Universidade de Sussex, analisando cerca de 2 mil inovações significativas introduzidas no Reino Unido entre 1945 e 1979. Sua conclusão: as fontes, a direção e a apropriação da inovação variam de forma previsível conforme o setor, e é possível agrupar as empresas em quatro padrões (PAVITT, 1984).
Ninguém inova sozinho: sistemas de inovação
O perfil em T: a pessoa dentro do sistema
As Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Engenharia, de 2019, não usam a expressão, mas descrevem um egresso perfeitamente compatível com ela. A Resolução CNE/CES nº 2 pede um egresso com "visão holística e humanista", "forte formação técnica", "apto a pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias, com atuação inovadora e empreendedora", que adote "perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares"; entre as competências gerais, lista "trabalhar e liderar equipes multidisciplinares" e "comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica" ao lado de "conceber, projetar e analisar sistemas" (BRASIL, 2019). É a barra vertical e a barra horizontal, em linguagem de diário oficial. Sistemas de informação, design e administração têm diretrizes próprias, mas a mesma lógica tende a aparecer em qualquer área que se pretenda inovadora.
O mapa completo: onde cada peça se conecta
Clique em qualquer cartão acima para ver a definição, o autor e as conexões.
Perguntas para o seu contexto
Para quem ensina, a transposição é imediata: uma turma de engenharia, sistemas ou design que aprende a passar uma tecnologia por esses seis filtros está, na prática, exercitando o perfil que as DCNs de Engenharia de 2019 pedem, sem que ninguém precise pronunciar a palavra "competência".




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