Partidos e candidatos de direita e do Centrão concentram a maior parcela das doações privadas nas eleições, segundo dados abertos do Tribunal Superior Elei...
Por Redação O Sul | 22 de setembro de 2026
Compartilhe esta notícia:
Ouça essa notícia clicando aqui Partidos e candidatos de direita e do Centrão concentram a maior parcela das doações privadas nas eleições, segundo dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até 18 de setembro, às 4h da manhã. O volume destinado por pessoas físicas chegou a R$ 415,7 milhões.
PSD, PL e MDB lideram o ranking e reúnem 43% dos recursos privados recebidos. Na sequência aparecem PT e Republicanos. Entre os dez partidos e candidatos que mais captaram, apenas PT e PSB integram a base do governo.
As contribuições se dirigiram principalmente a candidaturas masculinas e brancas, além de campanhas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Deputados estaduais e federais foram os que mais receberam. O montante é inferior aos mais de R$ 4,6 bilhões repassados pelo fundo eleitoral, mas tem peso maior para candidaturas que não estão entre as prioridades das direções partidárias.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera entre os candidatos, com R$ 8,3 milhões. O valor se aproxima dos R$ 8,9 milhões recebidos da direção nacional do partido e dos R$ 9,2 milhões arrecadados em 2022.
O segundo colocado é Flavio Roscoe (PL), empresário e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), escolhido pelo bolsonarismo para disputar o governo mineiro. Em terceiro aparece Elmano Freitas (PT), governador do Ceará e candidato à reeleição.
Para a cientista política Marjorie Marona, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os doadores priorizam candidaturas consideradas viáveis e próximas do poder. “A elite doadora não está elegendo um projeto, está elegendo um perfil”, afirmou.
Leandro Consentino, professor do Insper, em São Paulo, disse que, além da afinidade com projetos, grandes doadores podem considerar a contribuição um investimento com expectativa de obter algo no futuro. Thiago Fonseca, professor da FGV, afirmou que esse comportamento também pode favorecer nomes da oposição vistos como competitivos.
Carlos Suarez foi o maior doador, somando repasses a partidos e candidatos. O empresário destinou R$ 5,72 milhões a diretórios nacionais de MDB, PSD, PP, União, PSDB e PSB. As doações diretas foram para dois candidatos a deputado estadual do MDB do Rio Grande do Sul.
Os irmãos Alexandre e Pedro Grendene direcionaram recursos ao Ceará e ao Rio Grande do Sul. Doaram R$ 1 milhão para Elmano, R$ 500 mil para Ciro Gomes (PSDB), R$ 1 milhão para Cid Gomes (PSB) e para Luciano Zucco (PL), entre outros candidatos. A soma chegou a R$ 6,15 milhões.
Rubens Ometto distribuiu R$ 3 milhões a sete partidos em sete Estados, para candidaturas ao Legislativo. Robert Carlos Lyra concentrou os maiores valores no diretório nacional do PP e na campanha de Flavio Roscoe.
As empresas não podem financiar diretamente campanhas desde 2016. As doações passaram a ser permitidas apenas a pessoas físicas, limitadas a 10% do valor declarado no Imposto de Renda do ano anterior. Os candidatos devem informar os recursos à Justiça Eleitoral em até 72 horas. A prestação de contas final será em 3 de novembro. (Com informações do Valor Econômico)
Compartilhe esta notícia:
Voltar Todas de Eleições 2026
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário