Diretor da Abrelivros diz que os dois últimos anos foram 'extremamente difíceis'

Coluna assinada por Walter Porto, editor de Livros

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A Abrelivros, associação que representa os editores de livros didáticos e produtos educacionais, divulga seu anuário de balanço na sexta (4), dia de abertura da Bienal do Livro de São Paulo.

Como diz o título do artigo assinado pelo presidente da entidade, Ângelo Xavier, o ano foi de "copo meio cheio e meio vazio" para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático do Ministério da Educação.

Se o documento celebra números como os 127 milhões de livros didáticos distribuídos em 2025, Xavier também aponta que "os dois últimos anos têm sido extremamente difíceis" para o PNLD.

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O editor da Moderna afirma que o processo de execução pelo governo "não vem ocorrendo na velocidade e com a previsibilidade necessárias" e lamenta o que chama de "sofrimento orçamentário" do programa.

"Se não há recursos para comprar material didático para todos os alunos, como começa a acontecer, isso pode afetar seriamente um programa de tamanha relevância social como é o PNLD, trazendo prejuízo pedagógico para os estudantes."

Para os anos finais do ensino fundamental, lembra ele, só foram feitas reposições de livros de língua portuguesa e matemática. "As negociações no ensino médio foram especialmente duras, o que exigiu um sacrifício grande das editoras."

Em entrevista à coluna, Xavier reforça as impressões do documento e diz estar preocupado com os programas de livros literários para o ano letivo de 2027. Também afirma ter ouvido sinalizações de que não haverá reposição de livros didáticos do ensino médio no próximo ano, como previsto.

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Procurado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, responsável pelo programa no MEC, afirma que a Lei Orçamentária Anual para o ano que vem ainda não foi aprovada e, por isso, "o planejamento das aquisições para atendimento do ano letivo de 2027 ainda está em consolidação".