Petróleo atinge US$ 108 e aumenta cautela entre investidores
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14.set.2026 às 9h54 Atualizado: 14.set.2026 às 13h13
O dólar sobe nesta segunda-feira (14), com o forte avanço do petróleo no exterior aumentando a cautela entre investidores e prejudicando ativos de mercados emergentes.
Por volta das 13h10, a moeda americana avançava 0,57%, a R$ 5,152, em linha com o movimento no exterior. Lá fora, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante seis outras divisas fortes, subia 0,38%.
No mesmo horário, a Bolsa recuava 0,83%, a 185.652 pontos, com os papéis de petrolíferas no terreno positivo, na contramão da maior parte das ações.
A cautela no pregão, segundo analistas, tem origem no exterior. Ataques de drones atingiram um oleoduto na Arábia Saudita e levaram à suspensão temporária das operações da instalação.
O episódio se soma ao avanço dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, que confirmou o lançamento de "dezenas de mísseis balísticos e drones" contra alvos militares no sul da Arábia Saudita. Na semana passada, o grupo havia anunciado o controle da cidade de Mocha, considerada estratégica para o escoamento de petróleo saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb.
A escalada aumenta os riscos para as exportações da Arábia Saudita pelo Mar Vermelho, após a obstrução do estreito de Hormuz. Antes do conflito, Hormuz era responsável pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
A tensão também levou os Estados do Golfo a adiar uma reunião sobre a gestão do estreito de Hormuz. O encontro seria o primeiro, em quase dois anos, entre os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo —Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein— e o chanceler iraniano.
Durante o pregão desta segunda-feira, o petróleo Brent, referência mundial da commodity, avançava 4,90%, a US$ 109,74, na máxima do dia.
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Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercados da StoneX, investidores demonstram preocupação com uma redução das exportações sauditas de petróleo pelo Mar Vermelho.
"Devemos observar, a partir da próxima semana, uma redução significativa dos volumes de petróleo saudita escoados pela via marítima. Tivemos o adiamento das conversas entre Irã e países do Golfo nesta segunda, muito por conta dos ataques à infraestrutura saudita. As expectativas são de que haja uma extensão do menor nível de exportação de produtos pelo Golfo Pérsico", afirma.
O comportamento difere do observado nas últimas semanas, quando a alta do petróleo impulsionou os ativos domésticos. O avanço da commodity melhora as perspectivas de receita e rentabilidade das empresas produtoras, além de favorecer o fluxo estrangeiro para as ações brasileiras. Nesta segunda, contudo, as petroleiras avançam, em grande medida, isoladamente, sem conseguir impulsionar a Bolsa como um todo.




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