Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (25) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1773. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,87%, aos 171.990 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de j
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (25) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1773. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,87%, aos 171.990 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Já nos EUA, o índice PCE, indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou 4,1% no mês de maio (veja mais abaixo). ▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios levou a commodity para o menor valor desde o início do conflito. Nesta quinta-feira, porém, a commodity voltou a subir após um navio de carga ser atingido por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã. Com isso, o barril do petróleo Brent, referência internacional, teve alta de 2,06%, a US$ 75,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,25%, para US$ 71,92. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar
a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Inflação no Brasil e nos EUA IPCA-15 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras. No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo. Veja mais na reportagem abaixo: Prévia da inflação sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz Inflação americana Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior. "Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments. O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%. Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam. Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros. Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%. Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores repercutindo novos indicadores econômicos e a continuidade da queda dos preços do petróleo. No final das negociações, o Dow Jones avançou 0,14%. Já o S&P 500 caiu 0,01%, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%. Na Europa, os mercados fecharam em alta nesta quinta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,79%. Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, liderou os ganhos, com alta de 1,03%, seguido pelo FTSE 100, de Londres, que avançou 0,65%, e pelo CAC 40, de Paris, que registrou valorização de 0,55%. Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
0 Comentário(s)
Deixe seu comentário