Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (18), com um avanço de 1,30%, cotado a R$ 5,1740. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1897. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal e fechou em queda de 0,10%, aos 168.278 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), em linha com o
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (18), com um avanço de 1,30%, cotado a R$ 5,1740. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1897. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal e fechou em queda de 0,10%, aos 168.278 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), em linha com o esperado pelo mercado. Já o Federal Reserve (Fed, o BC americano) decidiu manter as taxas inalteradas, em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. 🔎 A política de juros nos EUA também tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio e no nível de investimento estrangeiro no país (entenda mais abaixo). ▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã também fica no radar. O tratado, assinado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, já está em vigor. O texto inclui garantias de que Teerã nunca terá armas nucleares, a suspensão de sanções norte-americanas contra o Irã e uma compensação financeira ao governo iraniano, entre outros pontos. Em meio à expectativa de normalização no mercado de petróleo com a reabertura do Estreito de Ormuz, a commodity fechou sem direção única. O barril do Brent subiu 0,38%, a US$ 79,85 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuou 0,25%, a US$ 76,60. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar
a Acumulado da semana: +2,22%; Acumulado do mês: +2,61%; Acumulado do ano: -5,73%. 📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,67%; Acumulado do mês: -3,17%; Acumulado do ano: +4,44%. Juros na mira Brasil O Copom do Banco Central (BC) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime pelo comitê e veio em linha com o esperado pelo mercado. Na decisão, o colegiado afirmou que o "ambiente externo permanece incerto", em meio às incertezas que ainda circundam o acordo de paz no Oriente Médio e aos efeitos do conflito. "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz a nota do BC. Já em relação ao cenário econômico brasileiro, o BC afirmou que os indicadores apontam para uma aceleração da atividade econômica e um mercado de trabalho ainda aquecido, o que já começa a se refletir nos preços. "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura", afirmou o Copom. Segundo analistas da XP Investimentos, a decisão do BC indicou que pode não haver mais espaço para cortes de juros neste ano. "Ainda assim, o Copom manteve aberta a possibilidade de novos ajustes. Nosso cenário-base antecipa um ajuste final em agosto de 0,25 p.p., o que deixaria a taxa Selic em 14,00% até (pelo menos) o 1º trimestre de 2027. Mas, considerando a deterioração recente do cenário de inflação, uma pausa nos atuais 14,25% também parece bastante provável", afirmaram em relatório. EUA Já nos Estados Unidos, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve as taxas de juros americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%. Essa foi a primeira reunião da gestão de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a presidência do Fed. ➡️ O cenário de juros altos nos EUA tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil. Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança. ➡️ Com isso, o dólar tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair. ➡️ Quando o dólar está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia. Na avaliação de Vinicius Flores, analista de investimentos e sócio da gestora americana Stratton Capital, aponta que um dos pontos mais relevantes foi a decisão de Warsh em não divulgar sua estimativa para os juros no chamado "gráfico de pontos" ("dot plot") — movimento que considera coerente com as críticas que o dirigente já havia feito a esse mecanismo. “O gesto reforça que estamos diante de um Fed em transformação, com potenciais mudanças estruturais à frente

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