A grande novela mexicana da política brasileira teve um capítulo importante nesta quarta-feira (25). Michelle Bolsonaro partiu para o ataque contra o senador Flávio Bolsonaro, seu enteado e pré-candidato a presidente. Os termos foram duros. Ela disse que foi desrespeitada, apunhalada, maltratada. Leia mais (06/25/2026 - 18h27)
Editado por Bruno Ribeiro (interino), espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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A grande novela mexicana da política brasileira teve um capítulo importante nesta quarta-feira (25). Michelle Bolsonaro partiu para o ataque contra o senador Flávio Bolsonaro, seu enteado e pré-candidato a presidente. Os termos foram duros. Ela disse que foi desrespeitada, apunhalada, maltratada.
O estopim para o desabafo da ex-primeira-dama é a eleição no Ceará. Michelle quer que uma aliada seja candidata ao Senado e rejeita o apoio a Ciro Gomes, que já ofendeu Jair Bolsonaro com termos pesados.
Mas o caso cearense é só um pretexto. A família está em pé de guerra há muito tempo, por uma disputa de poder. Está em jogo a liderança na direita, no momento em que Jair Bolsonaro, o maior representante desse campo, está preso e fragilizado.
O mais importante são os efeitos para a campanha do Flávio. Alguns aliados dele já estão dizendo que o prejuízo é comparável ao caso Dark Horse —as mensagens trocadas pelo candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Michelle é uma figura muito influente na direita. Ao usar termos duros contra Flávio, ela afasta ainda mais o eleitorado feminino, no qual o senador já enfrenta grande dificuldade.
Ela também aumenta a resistência a Flávio nos evangélicos, já que a ex-primeira-dama é muito respeitada nesse segmento.
O presente dado por Michelle foi ainda maior por causa do momento que ela escolheu. Foi bem no dia em que o presidente teve que retirar o amigo Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, também por causa do caso Master. Com isso, ela acabou ofuscando o noticiário negativo para o governo.
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