Resident Evil Revelations nunca recebeu uma dublagem oficial em português, mas a comunidade resolveu olhar para esse pequeno detalhe e pen...

Dublagem de Resident Evil Revelations converte vozes dos dubladores pra português

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Dublagem de Resident Evil Revelations converte vozes dos dubladores pra português

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Spin-offs de Resident Evil  A história dos spin-offs de Resident Evil mostra como a Capcom nunca tratou a franquia como uma série presa a um único tipo de jogo. Desde os anos 2000, a empresa usou o universo de Raccoon City, Umbrella, vírus, zumbis e armas biológicas para experimentar com tiro em primeira pessoa, multiplayer, ação, jogos sobre trilhos e até histórias paralelas que ajudam a preencher espaços da cronologia. Alguns desses projetos ficaram esquecidos, enquanto outros ganharam uma legião de fãs própria.A primeira grande tentativa veio com Resident Evil Survivor, lançado em 2000 para PlayStation. O jogo trocou a câmera tradicional da série por uma visão em primeira pessoa e colocou o jogador em uma experiência mais próxima de um jogo de tiro. A ideia ainda estava bem distante do que a franquia faria depois, mas abriu espaço para uma série de experiências alternativas dentro de Resident Evil. Survivor também ficou conhecido por colocar personagens e acontecimentos paralelos à história principal, mostrando que a Capcom estava disposta a explorar outros cantos daquele universo.A linha Survivor continuou com Resident Evil Survivor 2: Code Veronica, lançado em 2001, e depois com Resident Evil: Dead Aim, de 2003. Este último coloca Bruce McGivern no centro da história, em uma missão envolvendo uma embarcação tomada por uma ameaça biológica. Dead Aim mistura exploração com tiro e aproveita elementos que já eram conhecidos dos fãs, mas sem depender de Chris Redfield, Jill Valentine, Leon Kennedy ou Claire Redfield como protagonistas. É um bom exemplo de como os spin-offs conseguiam contar histórias menores dentro do gigantesco problema causado pela Umbrella.Outro caminho bem diferente apareceu com Resident Evil Gaiden, lançado para Game Boy Color em 2001. Em vez de tentar reproduzir a experiência dos jogos de PlayStation em uma máquina muito mais limitada, o título adotou uma estrutura própria e colocou Leon S. Kennedy e Barry Burton em uma aventura diferente. Gaiden acabou ficando em uma situação curiosa dentro da franquia por apresentar acontecimentos que não se encaixam perfeitamente na continuidade principal, mas justamente por isso virou uma das peças mais estranhas da história dos spin-offs de Resident Evil.Se existe um spin-off que conquistou uma identidade realmente própria, esse é Resident Evil Outbreak. Lançado para PlayStation 2 em 2003, Outbreak levou o surto de Raccoon City para o ponto de vista de pessoas comuns. Kevin Ryman, Mark Wilkins, Cindy Lennox, George Hamilton, Yoko Suzuki, Alyssa Ashcroft, Jim Chapman e David King formam um grupo de sobreviventes que precisa atravessar diferentes situações enquanto a cidade desmorona. Em vez de controlar apenas os grandes heróis da série, o jogador acompanhava cidadãos tentando simplesmente sair vivos daquele inferno. A própria Capcom descreve Outbreak como uma história paralela aos acontecimentos de Resident Evil 2 e Resident Evil 3.Resident Evil Outbreak: File #2, lançado em 2004, expandiu essa ideia com novos cenários e situações. O grande diferencial dos Outbreak era justamente o multiplayer, algo que fazia muito sentido para uma franquia baseada em sobrevivência. Os personagens tinham habilidades diferentes e precisavam cooperar para escapar de zumbis, criaturas infectadas e outras ameaças. Para muita gente, a série Outbreak acabou se tornando uma das experiências mais interessantes de multiplayer dentro de Resident Evil, justamente por transformar o caos de Raccoon City em uma aventura cooperativa.Depois veio uma mudança radical com Resident Evil: The Umbrella Chronicles, lançado em 2007. O jogo adotou o formato de tiro sobre trilhos e revisitou acontecimentos ligados a Resident Evil 0, Resident Evil 1 e Resident Evil 3, além de apresentar material próprio relacionado à Umbrella. Chris, Jill, Rebecca, Billy, Carlos, Wesker e Ada aparecem nessa mistura de acontecimentos conhecidos e capítulos adicionais. A ideia funcionava quase como uma retrospectiva jogável, mas com conteúdo suficiente para transformar o projeto em algo além de uma simples coletânea de cenas antigas.Resident Evil: The Darkside Chronicles seguiu o mesmo caminho em 2009, novamente usando o estilo de tiro sobre trilhos. Dessa vez, a história passou por acontecimentos relacionados a Resident Evil 2 e Code: Veronica, além de apresentar a chamada Operation Javier, envolvendo Leon Kennedy e Jack Krauser na América do Sul. Assim, os Chronicles conseguiram funcionar como uma espécie de versão alternativa para quem queria revisitar momentos importantes da série sem simplesmente jogar os títulos originais.A franquia também encontrou espaço para uma espécie de meio-termo entre jogo principal e spin-off com Resident Evil Revelations, lançado originalmente para Nintendo 3DS em 2012. A aventura coloca Jill Valentine e Chris Redfield novamente no centro da ação e trabalha com acontecimentos ligados à BSAA, ao bioterrorismo e ao passado da organização. Apesar de ser um spin-off, Revelations possui ligação direta com a cronologia e acabou ganhando importância bem maior dentro do universo de Resident Evil do que muitos outros projetos paralelos. Resident Evil Revelations 2 seguiu essa linha em 2015, desta vez colocando Claire Redfield e Barry Burton em uma história envolvendo uma ilha, experimentos e a misteriosa Alex Wesker.Nem todo spin-off, porém, tentou contar uma história importante. Resident Evil: The Mercenaries 3D, de 2011, transformou o modo Mercenaries em um jogo próprio para Nintendo 3DS. A proposta era muito mais direta: escolher personagens conhecidos, entrar em cenários cheios de inimigos e tentar sobreviver enquanto acumulava pontos e mantinha o combo. É uma demonstração de como a Capcom também aproveitou modos extras que fizeram sucesso dentro da série para criar experiências independentes.Em 2012, Resident Evil: Operation Raccoon City levou a franquia para outro caminho. O jogo colocou soldados de uma equipe da Umbrella Security Service e membros dos U.S. Spec Ops em meio aos acontecimentos de Raccoon City. A proposta era muito mais voltada para ação e multiplayer, com equipes enfrentando zumbis, armas biológicas e até personagens conhecidos da campanha principal. A história também trabalha com uma realidade alternativa, o que permite brincar com acontecimentos que não seguem exatamente a continuidade tradicional de Resident Evil.Depois veio Umbrella Corps, em 2016, outro experimento focado em multiplayer e combate. O jogo abandonou boa parte da estrutura tradicional de survival horror para apostar em partidas competitivas com mercenários equipados para enfrentar criaturas e outros jogadores. É provavelmente um dos exemplos mais claros de como a marca Resident Evil já foi usada para testar gêneros bem diferentes do terror de sobrevivência que marcou o começo da franquia.Resident Evil Resistance seguiu uma proposta diferente em 2020 e foi lançado junto de Resident Evil 3. O multiplayer colocava um grupo de sobreviventes contra um jogador que controlava o chamado Mastermind, responsável por espalhar criaturas e obstáculos pelo cenário. A ideia transformava elementos tradicionais de Resident Evil em uma espécie de disputa assimétrica, aproveitando personagens, inimigos e locais conhecidos da série.Resident Evil Re:Verse continuou a exploração do multiplayer em 2022, reunindo personagens conhecidos em confrontos que tinham mais relação com ação e fan service do que com a construção da história principal. Isso ajuda a mostrar uma característica curiosa da franquia: a Capcom sempre encontrou alguma maneira de reutilizar personagens, criaturas, armas, cenários e acontecimentos de Resident Evil para testar formatos diferentes.Por isso, falar em spin-offs de Resident Evil não significa simplesmente falar de jogos menores. A lista passa por Survivor, Gaiden, Dead Aim, Outbreak, Outbreak: File #2, The Umbrella Chronicles, The Darkside Chronicles, Revelations, Revelations 2, The Mercenaries 3D, Operation Raccoon City, Umbrella Corps, Resistance e Re:Verse. Alguns entram na cronologia, outros funcionam como histórias alternativas e alguns praticamente servem como laboratório para novas ideias.Os spin-offs ajudam a explicar por que Resident Evil conseguiu durar tanto tempo sem ficar preso ao mesmo formato. A série começou como survival horror em 1996, mas passou por tiro em primeira pessoa, ação cooperativa, multiplayer online, jogos sobre trilhos, campanhas paralelas e experiências competitivas. Enquanto Chris, Jill, Leon, Claire e os outros personagens continuavam enfrentando as consequências do bioterrorismo, a Capcom aproveitava o mesmo universo para testar ideias que dificilmente caberiam nos jogos principais. E algumas dessas experiências, principalmente Outbreak e Revelations, acabaram se tornando partes bastante lembradas da própria história de Resident Evil. 

Capcom (Capsule Computers Co.)

Resident Evil (Biohazard)

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