Quando a França nunca tinha sentido o gosto de ser campeã mundial e ainda não era uma das maiores potências, como hoje, o Paraguai já cruzava seu caminho. O confronto de hoje, às 18h, na Filadélfia, é uma reedição das mesmas oitavas de final da Copa do Mundo de 1998. Naquela ocasião, os Bleus marcaram o primeiro gol de ouro da história dos mundiais, que pavimentou a conquista de seu primeiro título. O gol de ouro, regra que dava a vitória à equipe que marcasse prime
Quando a França nunca tinha sentido o gosto de ser campeã mundial e ainda não era uma das maiores potências, como hoje, o Paraguai já cruzava seu caminho. O confronto de hoje, às 18h, na Filadélfia, é uma reedição das mesmas oitavas de final da Copa do Mundo de 1998. Naquela ocasião, os Bleus marcaram o primeiro gol de ouro da história dos mundiais, que pavimentou a conquista de seu primeiro título.
O gol de ouro, regra que dava a vitória à equipe que marcasse primeiro na prorrogação, foi usado em duas Copas, sendo a primeira justamente a de 1998, na França.
O duelo foi disputado no dia 28 de junho, o primeiro de duas partidas daquelas oitavas que chegaram à prorrogação — Argentina e Inglaterra ainda definiriam a vaga nos pênaltis, após um 2 a 2, dois dias depois.
O contexto era parecido. Ainda que os Bleus não tivessem a qualidade 2026, eram uma equipe mais perigosa do que a albirroja.
Os sul-americanos, porém, eram uma unidade defensiva ainda mais forte que a do ferrolho de Gustavo Alfaro, que levou a Alemanha para a disputa de pênaltis na última segunda-feira. Treinados pelo brasileiro Paulo César Carpegiani, os paraguaios atacavam rapidamente quem tinha a bola, num estilo físico e agressivo.
A linha de defesa contava com Chiqui Arce, o ídolo Gamarra, Ayala e Pedro Sarabia. O nome principal, porém, era o goleiro Chilavert, que fez intervenções importantes num primeiro tempo de bombardeio francês.
Com um setor ofensivo formado por Diomède, Djorkaeff, Trezeguet e Thierry Henry, bem como o lateral Lillian Thuram fazendo incursões perigosas no ataque. Zinèdine Zidane, craque daquela equipe, cumpria um segundo jogo de suspensão após a expulsão diante da Arábia Saudita, na fase de grupos. O técnico Aimé Jacquet ainda acionou Pires, Guivarc’h e Boghossian, mas nenhum deles evitar a prorrogação.
O gol de ouro, o primeiro — outros três seriam marcados na Copa de 2002 —, seria marcado pelo zagueiro Laurent Blanc: Pires levantou para a área, Trezeguet (marcado por Gamarra) desviou de cabeça e Blanc apareceu nas costas de Ayala para dar a classificação aos franceses, que seriam campeões do mundo com vitórias sobre o Brasil na final. Anos depois, Carpegiani disse ter se arrependido de não ter substituído Gamarra, que tinha um problema na clavícula.


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