O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas suspeitos de ligação com o PCC.O que aconteceuDurigan afirmou que a segurança pública do Brasil deve ser conduzida por instituições n
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas suspeitos de ligação com o PCC.
Durigan afirmou que a segurança pública do Brasil deve ser conduzida por instituições nacionais. "Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal", declarou o ministro em entrevista à Record na quarta-feira (1º).
O ministro defendeu que a cooperação internacional se limite ao compartilhamento de informações. Para Durigan, os EUA devem enviar dados para ajudar na repressão ao crime organizado, em vez de aplicar sanções unilaterais que afetam a soberania brasileira.
Há forte preocupação do governo com o impacto sobre empresas que atuam de forma legal. "E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema. O cidadão não sabe como recorrer", alertou o ministro.
O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou o bloqueio de bens de dois brasileiros e quatro empresas. Os alvos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, acusados de lavar mais de US$ 30 milhões para a facção criminosa usando criptomoedas.
As empresas atingidas estão sediadas em São Paulo e em Portugal. São elas a Victory Trading, Pixwave e Wave Construções, no Brasil, e a Avenidas Flutuantes, em Lisboa, que fariam parte do esquema financeiro operado por Shimada.
O governo de Donald Trump classificou o PCC como uma ameaça significativa à sua segurança nacional. No comunicado, os EUA chamaram a facção de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e a acusou de usar o sistema financeiro norte-americano para lavagem de dinheiro.
Durigan alertou para possíveis impactos econômicos no sistema de pagamentos brasileiro. O ministro mencionou que meios de pagamento utilizados no país, como o Pix, estão na mira das autoridades americanas, o que gera preocupação sobre interferências externas na economia nacional.
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