Ministro enfatizou que influência externa prejudica economia e combate ao crime organizado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu às primeiras sanções do governo americano contra brasileiros e empresas por suposto elo com o Primeiro Comando da Capital. "Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), é a Receita Federal", disse o ministro em entrevista à Record, que teve trechos exibidos pelo Jornal da Record.

A posição do Brasil, emendou o ministro, é que outros países contribuam para esse combate dentro da cooperação internacional, compartilhando informações que possam auxiliar na repressão a criminosos. "E se eles, americanos, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema, o cidadão não sabe como recorrer", afirmou Durigan.

Hoje, o governo americano anunciou as primeiras sanções contra brasileiros e empresas por suposto elo com o PCC desde que a facção foi classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional. As medidas atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas. No comunicado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, o governo Donald Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro americano para lavar dinheiro.