Residente no Brasil, o auxiliar do espancador de micrfones Abel Ferreira deve satisfação à Justiça, ainda que seja um 'joão-ninguém' em Portugal

XENOFOBIA : aversão a estrangeiros; repugnância a pessoas ou coisas provenientes de países estrangeiros.

COLONIZADOR : que ou aquele que coloniza (participa do processo de colonização como colono) ou estabelece uma colônia.

O Brasil, que existe desde o Big Bang e não foi descoberto coisa nenhuma como prega a visão eurocêntrica canalha, deixou de ser colônia de Portugal em 16 de dezembro de 1815, menos de 7 anos completos, pois, da data (7/9/1822) em que a independência brasileira foi proclamada.

Em tempos em que “patriotas” desprovidos de cérebro e/ou caráter pedem intervenção e prestam continência à bandeira estadunidense no 7 de Setembro, vale lembrar que a data é alusiva à independência do Brasil: Brasil, registre-se, que é escrito com “S” e não “Z”. Para quem interessar possa, a independência estadunidense se deu em 4 de julho de 1776 (4 de julho, mesma data em que a nação corinthiana, desde 2012, comemora a sua libertação).

Voltemos ao fim do período colonial. Lembro do 16 de dezembro de cabeça porque tenho uma relação afetiva com o dia. Meu filho Basílio, nascido em 10 de dezembro de 2008 com 37 semanas e 1 dia de gestão no Pro Matre (Bela Vista, São Paulo-SP), nasceria em 16 de dezembro, data em que a cesárea estava agendada, mas a mãe entrou em trabalho de parto antes do programado.

Meu sobrenome Guedes é herdado do meu pai, que é português de Trás-Os-Montes . O Ruiz (Vitor Ruiz Guedes) herdei do avô materno andaluz, razão da nacionalidade espanhola minha e do meu filho. Eu sou paulistano, brasileiro, nascido em 26/1/1977 no saudoso hospital Matarazzo (também na Bela Vista) e considero a xenofobia (o bairrismo além-fronteira) algo ignóbil, asqueroso, abjeto, nojento e odioso, não importa em qual lado do Atlântico ele age.

Relembrando e contextualizando fatos históricos e definições literais e dicionarizadas, pergunto:

Quando João Martins será denunciado e responderá, dentro da lei e com amplo direito de defesa, por xenofobia?

Se alguém chegou de Marte, Saturno ou de Portugal agora e não sabe o que João Martins disse desta vez, após a vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo no último domingo (13), recordo, ipsis litteris:

“Na universidade tive uma disciplina que é a História do Desporto, com uma professora fantástica que nos ensinou a história de grandes esportes. E falando aqui um pouquinho de cultura geral: se nós olhamos para um nadador, o trabalho do nadador não tem nada a ver com o trabalho de um jogador de futebol, que não tem nada a ver com o trabalho de um judoca. Eles são muito mais resilientes, são trabalhos individuais. E houve um estudo muito bom que diz que o futebol é a cara da sociedade do país. O futebol da Noruega é a cara da sociedade da Noruega, o futebol de Portugal é a cara da sociedade de Portugal e o futebol do Brasil é a cara da sociedade do Brasil. Eu sempre gostei de estar informado. Adoro ver a Globo News, adoro ver a CNN do Brasil. E se olharmos para as notícias de hoje em dia, está tudo dito” .

João Martins, em Portugal, é um joão-ninguém . Ele só é conhecido como João Martins no Brasil por causa da Sociedade Esportiva Palmeiras, clube fundado em 26 de agosto de 1914. O Palmeiras, à época, Palestra Itália, nasceu mais de um século antes do aspone de Abel Ferreira e do próprio desembarcar em São Paulo, conquistar títulos, espancar microfones , chacoalhar a genitália e tomar celular de repórter.

Que João Martins é desequilibrado, destemperado, arrogante e mal-educado não é novidade nem surpresa. Os chiliques patéticos são públicos e reiterados . Mas há uma diferença em ser apenas patético, chorão (como foi quando mentiu que o “sistema” não deixaria o Palmeiras ser bicampeão meses antes de o Palmeiras ser bicampeão) e desagradável (como foi, por exemplo, ao tratar o gramado de São Januário _que é gramado, não sintético, registre-se_ por “plantação de batatas”) de ser xenófobo .

Xenofobia, que é uma forma de racismo, é crime no Brasil ! E não me refiro, APENAS, à Justiça esportiva.

João Martins, tenho certeza absoluta, não teve a oportunidade de ser educado pelo método Paulo Freire. Azar dele e de todos que convivem com ele.

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Nesta terça (15), o Fluminense  perdeu (2 a 1), mas eliminou o Platense (3 a 2 no agregado) e aguarda o classificado do embate desta quarta (16) entre LDU e Palmeiras. Também nesta quarta, o Corinthians disputa com o Estudiantes  quem será a zebra na semifinal contra o Flamengo .

Meus parabéns aos vascaínos, meus pêsames aos são-paulinos (poupou no Choque-Rei para isso, Dorival?), mas a Série B continental não merece nem sequer comentários.

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