Linha 2027 mantém motor 1.5 flex sem eletrificação e câmbio automático CVT
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12.out.2026 às 23h00
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O Honda City passa por mais uma renovação no Brasil e mostra que o mercado de carros compactos flex ainda é importante, apesar das vendas em queda. O modelo chega à linha 2027 com mudanças de estilo e a nova versão RS (R$ 156,4 mil), exclusiva para a carroceria hatch.
O 1.5 flex (126 cv) permanece sob o capô, sem eletrificação nem turbo. O câmbio é automático do tipo CVT (continuamente variável).
A opção RS traz itens de série como o pacote de segurança Sensing, o ar-condicionado com duas zonas de temperatura e o farol que alterna automaticamente os fachos alto e baixo.
Pelo posicionamento, a nova versão não deve ter volume suficiente para reverter a queda nas vendas do City hatch. Foram emplacadas 10.005 unidades entre janeiro e setembro, segundo a Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos). Em relação ao mesmo período de 2025, há queda de 12,7% nos licenciamentos.
A opção sedã, que parte de R$ 117,7 mil na linha 2027, segue o mesmo caminho: caiu 12,5% nos licenciamentos, tendo 11.568 unidades comercializadas no acumulado dos nove primeiros meses de 2026.
Os resultados são ruins em meio ao crescimento de 22,5% nas vendas gerais dos carros de passeio, mas não contam toda a história. A Honda vai bem com o SUV compacto WR-V (a partir de R$ 149,9 mil), que estreou em novembro de 2025 e já teve 31,5 mil unidades vendidas desde então.
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Por outro lado, o HR-V (a partir de R$ 166,4 mil) perdeu mercado. Os 33.583 emplacamentos entre janeiro e setembro representam uma queda de 25,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Os números podem dar a impressão de que os consumidores simplesmente migraram de um modelo para o outro, mas há outros modelos em questão —principalmente, chineses.
Tradicionalmente, as marcas japonesas são as que mais prolongam a vida de conjuntos mecânicos e tecnologias, sempre pautadas na confiabilidade de seus veículos. A estratégia garante baixo custo de manutenção e, por consequência, valorização na revenda.
Esse planejamento sofre abalos de tempos em tempos, como ocorre agora. A aceitação dos eletrificados chineses no mercado brasileiro reduz o interesse do consumidor por modelos apenas a combustão. Na comparação fria das fichas técnicas, o 1.5 flex da Honda parece ultrapassado.




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