Os brasileiros retornam às urnas em 2026 para escolher o próximo presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. Entre eles, os parlamentares do Congresso Nacional e o ocupante do cargo máximo do Executivo têm o maior salário: R$…

Os brasileiros retornam às urnas em 2026 para escolher o próximo presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. Entre eles, os parlamentares do Congresso Nacional e o ocupante do cargo máximo do Executivo têm o maior salário: R$ 46.366,19.

Como sempre, o primeiro turno das eleições será realizado no primeiro domingo de outubro, que este ano cai no dia 4, e um eventual segundo turno entre os candidatos a presidente e governador ocorre no último domingo do mesmo mês, que em 2026 cai no dia 25.

Além da remuneração bruta, os cargos preveem benefícios aos eleitos. Veja abaixo:

Além do subsídio de R$ 46.366,19, o chefe do executivo nacional tem como benefício durante o cargo:

Moradia: Palácio da Alvorada e Granja do Torto; Saúde: equipe médica própria para o presidente e outros residentes do Palácio da Alvorada; Transporte: uso de carros oficiais e aeronave específica da Presidência; Cartão Corporativo: uso previsto para despesas relacionadas ao funcionamento da Presidência, como deslocamentos do presidente e de sua comitiva, apoio técnico e administrativo, ações de segurança, apoio aeroportuário às aeronaves presidenciais, realização de eventos institucionais e manutenção das residências oficiais, como o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto.

Após a aposentadoria, os ex-presidentes têm direito a oito servidores vitalícios, sendo quatro para segurança e apoio pessoal, dois motoristas (com direito a dois carros oficiais) e dois assessores.

O valor de R$ 46.366,19 também é o limite que um governador pode receber. O subsídio desse cargo, porém, depende da legislação estadual de cada unidade federativa.

Sergipe, por exemplo, prevê que seu governador receba o teto. Já o chefe de Estado do Rio Grande do Norte ganha o menor dos 27 subsídios, com R$ 21.914,76 por mês.

Veja abaixo o subsídio de cada governador:

'Salário' do governador por unidade federativa

O subsídio de um senador segue o mesmo Decreto Legislativo do presidente e dos deputados federais, que prevê R$ 46.366,19 mensais.

Além da remuneração bruta, os benefícios dos senadores são:

Ajuda de custos no início e no final do mandato: com o mesmo valor do subsídio mensal, os senadores recebem o dobro da remuneração no primeiro e último mês de mandato para auxiliar nas despesas de mudança e transporte, segundo o Decreto Legislativo nº 172; Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAPS): algumas despesas são passíveis de ressarcimento, como aluguel de imóveis para escritórios políticos, contratação de consultoria e assessoria, locação de veículos, aquisição de materiais de consumo para o gabinete, divulgação da atividade parlamentar, combustíveis e lubrificantes, passagens aéreas, terrestres e hospedagens, e serviços de comunicação; Auxílio-moradia: caso o senador não queira morar no apartamento emprestado pela Casa, ele recebe um auxílio de R$ 5.500 para ajudar com aluguel e hotéis; Plano de saúde: assistência médica e odontológica para o senador e seus dependentes através do Sistema Integrado de Saúde (SIS); Estrutura de gabinete: O Senado paga diretamente o gabinete parlamentar e uma equipe de, no máximo, 50 assessores.

O cargo de senador prevê uma verba indenizatória para cobrir gastos do ofício que acabam aumentando os benefícios do cargo, como despesas para hospedagem, combustível, aluguel e manutenção de escritório de apoio, materiais utilizados pelo gabinete, auxílio-moradia e cotas para passagens aéreas.

Diferente de 2022, dois terços do Senado serão escolhidos pelos brasileiros este ano, o que representa 54 senadores. Isso porque a Casa tem 81 parlamentares, em que, em uma eleição, se escolhe um terço (27 vagas) e, na próxima, dois terços (54 vagas), de acordo com a Agência Senado. O padrão se repete a cada eleição.

Previsto pelo Decreto Legislativo nº 172, de 2022, os deputados federais recebem R$ 46.366,19 por mês. O subsídio dos 513 deputados eleitos a cada quatro anos é proporcional à presença do parlamentar nas sessões deliberativas do Plenário, ou seja, em cenário de falta do deputado, aquele dia será descontado de sua remuneração mensal.

A perda de mandato ocorre se o político faltar em, pelo menos, um terço das sessões. A falta é justificada em cenários previstos pelo Regimento Interno da Câmara, como missão autorizada, doença comprovada por atestado, analisada por junta médica oficial, licença-maternidade e paternidade ou doença grave ou falecimento de pessoa da família até o segundo grau civil.

Além do subsídio bruto, o cargo também apresenta benefícios para os candidatos eleitos. São eles:

Apartamento emprestado pelo governo durante o mandato, em que, caso o político não queira, ele recebe um auxílio-moradia de R$ 4.253,00; Verba de cota parlamentar de R$ 4.148,80 para arcar com os custos do mandato e remuneração diária para viagens oficiais; Verba de gabinete de R$ 165.806,07 para pagar os salários de até 25 secretários parlamentares.

Os deputados estaduais e distritais podem receber até 75% do subsídio pago aos deputados federais, o que equivale a R$ 34.774,64 por mês.