O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. Nas campanhas, frases estratégicas ditam as propagandas
Com mensagens estratégicas, os slogans e os jingles das campanhas eleitorais podem ficar registrados no imaginário do eleitorado. Nesse sentido, neste ano, candidatos que concorrerão nas eleições escolheram motes que evidenciam valores e propostas para guiar as próprias propagandas.
O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. No pleito, eleitoras e eleitores votarão para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre a reeleição ao Planalto, o lema “Por um Brasil soberano” tem sido protagonista. A escolha se deu em meio a interferências externas, sobretudo em relação ao tarifaço de 37,5% imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um gesto de apoio político direto ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência da República.
A estratégia e o marketing de Lula são liderados por marqueteiros ligados ao grupo de Sidônio Palmeira. Atualmente, a equipe de comunicação tem o marqueteiro Raul Rabelo na liderança.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP Também repercutiu nas redes sociais o jingle “Rap do Silva”, inspirado no clássico do funk dos anos 1990 de MC Bob Rum. Na versão eleitoral, a música busca conectar a biografia do presidente Lula à figura do trabalhador comum da periferia. Lançada neste mês, a peça musical diz “É o Lula da Silva, é a estrela que brilha”, em alusão direta ao símbolo do PT.
Na chapa petista, na corrida ao governo de São Paulo, o candidato Fernando Haddad (PT) adotou o mote “Desperta SP”, o mesmo nome da coligação. Com uma equipe liderada pelo marqueteiro Otávio Antunes, a estratégia do ex-ministro da Fazenda deve mostrar para os eleitores problemas que, segundo o adversário, o atual governador não conseguiu solucionar no estado.
Por outro lado, Flávio tem usado como slogan oficial a frase “O Brasil vai vencer”, acompanhado do jingle “Vem com fé”, que fala sobre sonhar e acreditar em um futuro melhor para o Brasil. A equipe de comunicação é formada com o marqueteiro Eduardo Fischer como consultor estratégico.
Candidato à reeleição no governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) vinha usando o slogan “Coragem para fazer o impossível”, que apareceu inclusive na estreia da propaganda eleitoral deste ano, sob comando estratégico do marqueteiro Pablo Nobel. O mote acompanha o nome da coligação, Coragem Para Seguir Avançando.
Neste mês, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) proibiu Tarcísio de seguir usando o slogan, já que a frase também estava sendo utilizada para divulgar ações de governo, o que é proibido pela legislação eleitoral.
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No caso da campanha do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), na disputa ao Senado, o slogan “André, braço direito do Tarcísio” pretende reforçar a ligação dele com o governador. Desde a pré-campanha, André já vinha apostando frequentemente em agendas conjuntas com o chefe do Palácio dos Bandeirantes e buscando não se envolver diretamente em questões do bolsonarismo.
Já Guilherme Derrite (PP) optou pelo slogan “Por São Paulo sem medo”, que aponta para a segurança pública, principal pauta defendida por ele. O adversário Ricardo Salles (Novo) escolheu os dizeres “Defender SP, a locomotiva do Brasil”.




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