É indubitável que o Brasil figura como referência internacional no processo eletrônico de votação. Todavia, cabe rememorar que a preocupação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a lisura, a auditabilidade e a segurança do processo eleitoral brasileiro não…

É indubitável que o Brasil figura como referência internacional no processo eletrônico de votação. Todavia, cabe rememorar que a preocupação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a lisura, a auditabilidade e a segurança do processo eleitoral brasileiro não é recente, consolidando-se ao longo de décadas de aprimoramento institucional e tecnológico.

O marco da automação do pleito remonta a 1986, sob a gestão do ministro Néri da Silveira, com a consolidação do cadastro único e automatizado de eleitores — etapa fundamental para eliminar fraudes decorrentes da duplicidade de registros. Posteriormente, em 1994, sob a presidência do ministro Sepúlveda Pertence, o TSE realizou o processamento eletrônico do resultado das eleições gerais com recursos computacionais próprios. Contudo, a verdadeira revolução democrática ocorreu a partir de 1995, na gestão do ministro Carlos Velloso, culminando no uso das urnas eletrônicas nas eleições de 1996.