A guerra interna se intensifica e o Supremo conflagrado se traduz num grave impasse político na reta final das eleições gerais
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O Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise de confiança, com 60% dos eleitores desconfiando do tribunal, aponta pesquisa. O cenário se agrava com a convicção declarada por 85% sobre envolvimento de juízes do STF com o banco Master, o banco das fraudes bilionárias. Conflitos entre ministros se intensificam, e a solução para a crise deverá vir do Congresso que vai tomar posse em fevereiro. O futuro Senado, principalmente, deverá redefinir o futuro do Supremo.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Os juízes do Supremo Tribunal Federal se enganaram, se realmente acreditaram que a guerra interna provocava apenas um desconforto social.
A crise no STF mudou de patamar na reta final da campanha eleitoral. Seis em cada dez eleitores dizem não ter confiança no trabalho nem nos juízes desse tribunal, cuja tarefa é proteger a Constituição. Menos de um terço (27,8%) ainda acredita, mostra pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22/9).
A desconfiança declarada por dois terços do eleitorado confirma o buraco em que o Supremo se meteu — e continua cavando.
O descrédito é confirmado em outras sondagens, como a do Ideia/Meio. Metade dos adultos entrevistados acha que os juízes do STF decidem mais por “interesse próprio” do que pelas leis.
O STF perdeu o controle da crise de confiança criada no rastro das descobertas sobre as relações de vários juízes com o antigo dono do banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso por trapaças em série no mercado financeiro. Ao menos dois, Alexandre de Moraes e José Antonio Dias Toffoli, tiveram negócios milionários das respectivas famílias com o banco das fraudes.
Do lado de fora do tribunal aumentou a convicção de que juízes do STF têm envolvimento direto nos negócios do Master. É certeza para 85% dos eleitores, era para 66% cinco meses atrás.
Dentro do tribunal parece cada vez mais remota a possibilidade de solução interna para delimitar a confusão institucional.
A guerra interna se intensifica. O juiz André Mendonça reivindica a anulação das acusações que o juiz Moraes lhe fez de crime de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa na supervisão das investigações sobre o Master.
Mendonça, agora, acusa Moraes de manipular relatórios da Polícia Federal para produzir acusações que considera falsas. Ele insiste em decisão do tribunal sobre a abertura de inquérito contra Moraes que teria trocado “52 mensagens (pelo menos)” com o ex-banqueiro Vorcaro “inclusive em horário imediatamente anterior à sua primeira prisão”, em novembro do ano passado.
Além disso, argumenta, haveria documentação atestando “a existência de relação pessoal (entre o juiz e Vorcaro), marcada por encontros presenciais e pela celebração de contratos de prestação de serviços advocatícios com pessoas de seu círculo familiar”, referência à banca de advocacia da mulher e filhos de Moraes.
O Supremo conflagrado se traduz em um grave impasse na reta final das eleições gerais. A instituição está cada vez mais dependente de ajuda política externa, o que tende a animar a disputa pelas 513 cadeiras na Câmara dos Deputados e 54 no Senado na votação de domingo, 4 de outubro.
A saída para a crise deve ser dada pelo Congresso que toma posse em fevereiro de 2027. Na perspectiva atual, deverá ser transformadora: o STF ficaria restrito à função de tribunal constitucional.


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