Este tempero comum da cozinha pode estimular a termogênese e auxiliar no emagrecimento. Veja como usar a capsaicina com segurança. O post Eliminador de gordura natural. Você já tem no armário de temperos da sua cozinha apareceu primeiro em Catraca Livre .

Entre os ingredientes comuns da cozinha, existe um aliado que vem ganhando espaço em pesquisas sobre emagrecimento: a capsaicina, substância presente em diversos tipos de pimenta. Embora não seja uma solução isolada, estudos indicam que esse composto natural pode contribuir para o controle do peso quando associado a hábitos saudáveis, sendo um recurso acessível encontrado em temperos do dia a dia.

A capsaicina é um composto da família dos alcaloides, responsável pela sensação de ardor das pimentas picantes, concentrando-se principalmente nas sementes e nas membranas brancas internas. Variedades comuns no Brasil, como pimenta-caiena, malagueta, dedo-de-moça e chilli, costumam apresentar boas quantidades dessa substância.

No cotidiano, ela surge em pimentas frescas, secas, em pó, molhos prontos e suplementos em cápsulas. Em produtos industrializados, o teor varia bastante, por isso vale observar o rótulo; já em preparos caseiros com pimenta in natura ou em pó é mais fácil controlar a quantidade usada em cada refeição.

Pesquisas mostram que a capsaicina pode estimular a termogênese, um leve aumento da temperatura corporal logo após o consumo, o que faz o organismo gastar um pouco mais de energia. Esse efeito é discreto, mas, somado a uma alimentação equilibrada, bom sono e exercícios, pode colaborar para o controle do peso ao longo do tempo.

Estudos também investigam se o consumo regular e moderado de pimenta influencia o metabolismo de gorduras e a sensação de saciedade, ajudando algumas pessoas a comer porções menores. Em média, o aumento de gasto calórico é modesto, algo como poucas dezenas de calorias por dia, e por isso a capsaicina é vista como coadjuvante, não como fator decisivo isolado.

A inclusão de pimentas na rotina pode ser feita de forma gradual, especialmente por quem não está acostumado a alimentos picantes. Começar com pequenas quantidades e pimentas mais suaves ajuda o paladar a se adaptar, reduzindo o risco de desconfortos digestivos ou ardência excessiva.

Algumas ideias simples facilitam o uso diário da capsaicina na culinária, sem precisar recorrer diretamente a suplementos:

Embora possa ser uma aliada, a capsaicina exige cautela, pois o excesso pode irritar a mucosa do trato digestivo, causando queimação, azia, dor abdominal ou diarreia. Pessoas com gastrite, refluxo, úlcera ou doenças intestinais devem redobrar a atenção e, preferencialmente, buscar orientação profissional antes de aumentar o consumo de pimenta ou suplementos.

Também há relatos de irritação das vias aéreas em contato com pó de pimenta em alta concentração, motivo pelo qual o uso culinário moderado é a opção mais segura. Em 2026, os estudos ainda investigam doses ideais e impactos em diferentes perfis; até lá, a principal recomendação é integrar a capsaicina a um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, movimentação diária e hábitos sustentáveis de longo prazo, enxergando a pimenta como um apoio extra e não como atalho.