Evento em Washington reuniu homenagens a símbolos históricos, apresentação de veteranos e defesa de propostas do governo para o sistema eleitoral

Durante as comemorações dos 250 anos da independência dos EUA, em Washington, o presidente Donald Trump defendeu sua agenda política e criticou o comunismo. O evento, afetado por uma tempestade, foi retomado após evacuação temporária. Trump destacou a importância da data, homenageou militares e veteranos, e criticou os democratas, promovendo o SAVE America Act. A cerimônia contou com a presença de astronautas da missão Artemis II e terminou com uma queima de fogos de artifício.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou as comemorações pelos 250 anos da independência do país, realizadas neste sábado, 4, em Washington, para defender sua agenda política, criticar o comunismo e voltar a pedir mudanças no sistema eleitoral americano.

O discurso começou pouco depois das 23h (horário local), após uma tempestade provocar a evacuação temporária do National Mall por determinação do Serviço Secreto. Com a melhora das condições climáticas, o público retornou ao local e a cerimônia foi retomada.

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3:11Agentes do Serviço Secreto e membros da equipe de segurança correm para retomar o controle durante as comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos. Crédito: AFP

Ao iniciar a fala, Trump afirmou que insistiu em manter o evento na data da celebração. “Eu disse que não dava para fazer isso na próxima semana. Este é o grande dia”, declarou.

O que deveria ter sido o ponto alto das comemorações do 250º aniversário do País foi, de certa forma, apenas mais um comício de Trump. O presidente, que se autodenomina “o homem que atrai públicos muito maiores do que Elvis em seu auge”, tem um roteiro definido. Ele raramente se desvia dele.

Durante cerca de 35 minutos, Trump alternou referências à história dos Estados Unidos, homenagens a militares e veteranos, críticas ao comunismo e defesa de propostas de seu governo.

Após mencionar bandeiras históricas expostas no palco, ele afirmou que “não queremos comunistas em nosso país”. Mais tarde, voltou ao tema ao estabelecer um suposto paralelo entre a Guerra Fria e o cenário político atual.

“A Stars and Stripes (apelido da bandeira dos EUA) lançou a foice e o martelo ao esquecimento antes, e fará isso novamente, se necessário”, disse. Em seguida, afirmou que o comunismo “ergueu sua cabeça novamente aqui nos Estados Unidos” e o comparou a “um câncer” que precisa ser eliminado.

Assim como havia feito na noite anterior no Monte Rushmore, Trump aproveitou o aniversário da nação para espalhar o medo em relação aos democratas, quatro meses antes das eleições de meio de mandato .

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O presidente também voltou a defender o SAVE America Act, proposta que prevê regras mais rígidas para identificação de eleitores e que aguarda votação no Congresso. Segundo Trump, “não haverá votação pelo correio”, exceto em situações específicas, como casos de doença ou deficiência.

Ao longo do discurso, Trump chamou ao palco veteranos das Forças Armadas para homenagear bandeiras utilizadas em momentos históricos, como o Dia D, na Segunda Guerra Mundial, e uma bandeira que, segundo ele, cobriu o caixão do ex-presidente Abraham Lincoln.

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Também participaram da cerimônia os astronautas da missão Artemis II, da NASA. Trump afirmou que eles viajaram mais longe da Terra do que qualquer ser humano havia ido anteriormente.

Ao comentar operações militares conduzidas durante seu governo, o presidente voltou a afirmar que teria “afundado toda a Marinha do Irã” durante o conflito iniciado em fevereiro.