Marília Arraes (PDT) defendeu o papel do Senado na pacificação entre os Poderes - Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco Em entrevista coletiva após sabatina na Fecomércio-PE, nesta quinta-feira (17), a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou que o país enfrenta a maior crise da história do Poder Judiciário e destacou o papel da Casa Alta na restauração da harmonia institucional.
“Sem dúvida alguma, é a maior crise do Judiciário que o Brasil já viveu e o Senado vai ter um papel essencial de a gente restaurar a harmonia entre os Poderes. É por isso que eu me proponho a ser senadora, para que a gente possa, com muita temperança, ajudar na condução desse processo”, declarou Marília.
A postulante se posicionou contra alterações casuísticas na legislação do Supremo Tribunal Federal (STF), como mudanças na composição, escolha ou regime de vitaliciedade dos ministros, e defendeu a apuração rigorosa com foco na certeza da punição.
“Não é agora pela casuística que se deve pensar em mudança de regra. O que tem que se pensar é na punição dos eventualmente responsáveis, caso se concretizem as acusações que estão sendo feitas, e que haja permanentemente um monitoramento de cada agente público. Quem praticar qualquer ilícito no Brasil tem que ter a certeza que vai ser punido”, completou.
Durante a entrevista, Marília também apontou desequilíbrios entre o Executivo e o Legislativo na gestão do orçamento público, argumentando que a liberação de recursos parlamentares deve respeitar o plano de governo eleito nas urnas.
“Claro que é importante a emenda parlamentar, porque o parlamentar está lá na ponta, vendo a dificuldade pontual, mas essas emendas têm que estar submetidas a um projeto de país que foi eleito nas urnas pelo povo votando no Poder Executivo. É necessário que a gente no Senado, que é a Casa da Maturidade, possa ter essa temperança de conduzir esse processo”, afirmou.
Por fim, a candidata abordou pautas econômicas estaduais e defendeu medidas de proteção tributária para o Polo Gesseiro do Araripe, além da aceleração das obras da Transnordestina com a inclusão de novas parcerias públicas e privadas.
“Tem que haver uma política tributária que proteja o produto que é produzido em Pernambuco e não que beneficie um produto de fora. Para melhorar a logística, é necessário tirar a Transnordestina do papel para ontem. Defendo inserir a Petrobras na parceria de construção e construir em duas frentes, saindo do sertão para o litoral e do litoral para o sertão, para garantir maior competitividade”, concluiu a pedetista.



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