O postulante enfatizou a necessidade de responsabilidade ao abordar o tema no Congresso, alertando contra o uso de discursos punitivistas simplistas para atrair o eleitorado. - Felipe Ribeiro / Folha de Pernambuco Em entrevista coletiva após sabatina na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), nesta sexta-feira (18), ao ser questionado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e eventual apuração contra ministros, o candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) afirmou ser a favor de investigações, mas ressaltou que não transforma a pauta em palanque eleitoral.
“Eu seria a favor da investigação. A gente precisa investigar, apurar, ver quem tem culpa, ver quem fez coisa errada e a partir daí tomar providências. Mas eu não faço disso uma plataforma política. Eu não faço disso uma forma de ganhar voto, tentando sensibilizar a sociedade”, declarou Túlio Gadêlha. O postulante enfatizou a necessidade de responsabilidade ao abordar o tema no Congresso, alertando contra o uso de discursos punitivistas simplistas para atrair o eleitorado. “Então, eu sei que o debate precisa ser tratado com seriedade e com muito cuidado, para que as pessoas não achem que chegar lá no Senado achando que tem que prender todo mundo é solução. Muito pelo contrário. Todo processo tem um processo legal, precisa ser respeitado e eu vou chegar lá para abrir essa investigação, apurar e punir os culpados, porque ninguém está acima da lei”, completou. Sobre os resultados das pesquisas eleitorais que o mostram atrás nas intenções de voto, o postulante avaliou o cenário com tranquilidade, apontando que metade do eleitorado define o voto para o Senado nos dias finais da campanha e defendendo sua candidatura como um elo entre os governos estadual e federal. “Eu vejo com normalidade. Se você analisar as pesquisas para o Senado, historicamente, você vai ver que a maior parte dos eleitores decidem ser o senador nos últimos dias, nos últimos quatro ou cinco dias. Então a gente tem aí aproximadamente 50% dos pernambucanos que não sabem ainda quem vão votar para o Senado. (...) E a importância de ter um senador. Construa essa ponte entre a governadora Raquel Lira e o presidente Lula, os eleitores tendem a nos acompanhar”, afirmou.




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